segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Quatro golpes que estão circulando na internet - e como não cair neles
Os golpes normalmente
consistem em oferecer produtos ou serviços que os usuários nunca vão receber.
Ao concorrer a
supostos prêmios, eles acabam por abrir as portas a vírus ou malwares,
compartilhando, assim, informações pessoais.
Os hackers então
vendem os dados ou obrigam os usuários a assinarem serviços de mensagens
denominados "premium".
Assim, eles recebem
mensagens com música, jogos, concursos, notícias, campanhas e outros tipos de
conteúdo a um custo superior ao de um SMS.
Há fraudes de todos
os tipos. A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, listou as quatro
principais abaixo.
1. Cupons de desconto
- Desconfie se um dia lhe oferecerem cupons de desconto de US$ 500 (R$ 2,000)
em troca de resposta a questionários. É o que aconselha a empresa de segurança
de internet Kapersky Lab.
Quem está por trás
desses golpes normalmente usa como isca o nome de empresas conhecidas,
incluindo a criação de páginas inteiramente fictícias para conferir maior
veracidade às campanhas.
A estratégia costuma
ser sempre a mesma: os hackers pedem que o usuário responda a um questionário,
depois que o compartilhe, e, por último, solicitam seus dados pessoais para
lhes enviar um suposto cupom de desconto.
O benefício,
entretanto, nunca chega, e o usuário acaba tendo de pagar uma fatura mais
elevada de cartão de crédito no final do mês.
2. Solicitações de
'phishing' - "Alguém acaba de publicar uma foto sua", diz uma
mensagem que aparece nas notificações do perfil do usuário nas redes sociais.
Para ver a imagem em
questão, o usuário clica no link, que, em seguida, o leva à página inicial do
Twitter ou do Facebook.
Ali ele coloca seu
nome de usuário e senha.
E ao fazer isso, um
hacker obtém seus dados pessoais, porque a página de acesso às redes sociais
era falsa.
3. Mensagens de voz
no WhatsApp - Outro golpe comum envolve mensagens de voz no WhatsApp. Usuários
recebem emails dizendo que um de seus contatos deixou uma mensagem de voz no
aplicativo e um convite para acessá-la.
Na verdade, trata-se
de uma fraude, advertem os especialistas da Kapersky Lab.
Ao cair no golpe, o
usuário abre as portas para um malware que se instalará em seu equipamento.
O próprio WhatsApp
adverte que se trata de um golpe.
Em sua página na
internet, a empresa esclarece que não envia mensagens de texto nem emails, a
não ser que o usuário tenha entrado em contato com o suporte técnico
anteriormente.
4. Notificações de
envio de remessa - Trata-se de um sistema similar ao da fraude dos cupons de
desconto.
O usuário recebe uma
mensagem em nome de uma empresa de envio de remessas notificando-lhe sobre uma
encomenda.
Nesse caso, o arquivo
em anexo provavelmente contém um código malicioso.
Para não cair nesse
golpe, especialistas recomendam confirmar o remetente, pois normalmente os
dados são falsos e não correspondem aos da empresa de envio de remessas.
Quanto ao resto, a
Kapersky Lab aconselha ter cautela e desconfiar sempre de promoções e de
concursos virtuais.
Dessa forma, se um
dia você se deparar com uma promoção de uma marca conhecida nas redes sociais,
especialistas em segurança recomendam checar se a empresa possui perfil oficial
no Facebook ou no Twitter.
Eles também advertem
conferir o URL da página a qual está atrelada a promoção. Se o link estiver
cortado ou contiver erros ortográficos, trata-se de uma fraude.
A Norton, divisão de
antivírus da empresa de segurança na internet Symantec, recomenda não incluir
informações pessoais como e-mail ou número de telefone ao criar ou atualizar o
perfil em uma rede social.
Além disso,
especialistas em segurança na internet aconselham ter cuidado com e-mails sobre
o suposto fechamento de contas do Facebook ou do Hotmail; sobre morte de alguma
celebridade, sobre pedidos de doação, e sobre qualquer outra solicitação que
requer nome de usuário e senha. (BBC)
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