sábado, 5 de setembro de 2015
Redução de estômago oferece 'cura' para diabetes tipo 2
Analisando 60 voluntários, os pesquisadores descobriram que nenhum deles
tinha se curado apenas com dieta e medicamentos. A cirurgia melhorou os
sintomas tanto com a perda de peso quanto pelas alterações no sistema
digestivo.
Especialistas consideram os resultados notáveis e alertaram para a
necessidade de mais pessoas terem acesso à cirurgia - que reduz o tamanho do
estômago e deixa o intestino menos exposto à comida.
Cardíacos
- As equipes do King's College London e da Universitá Cattolica, em Roma,
compararam os resultados de terapias tradicionais com os da cirurgia. "A
cirurgia é capaz de produzir uma remissão prolongada em 50% dos casos, em que
pacientes apresentam níveis normais de glicose no sangue por cinco anos. E 80%
deles conseguiram manter controle dos níveis usando apenas um medicamento ou
mesmo nada", explicou Francesco Rubino, médico da instituição italiana,
que conduziu as cirurgias.
Os pacientes que passaram pela cirurgia também mostraram menor tendência
a desenvolver problemas cardíacos. O tratamento cirúrgico em vez de médico
parece mais efetivo em termos de custo. E há menos uso de medicação",
acrescentou Rubino. De acordo com o estudo, os efeitos da operação são vistos
depois de dois anos.
'Praga'
- Os pesquisadores, porém, ressaltam que o monitoramento dos níveis de glicose
no sangue precisam continuar a ser monitorados mesmo depois da cirurgia. E que
alguns pacientes voltaram a ter problemas após três anos por adotarem hábitos
não-saudáveis.
Dmitiri Pournaras e Carel le Roux, do Imperial College, disseram que os
resultados são "fantásticos" no combate ao que chamaram de "a
praga do século 21". "A cirurgia parece ser segura, eficiente em
termos de controle glicêmico e agora está associada com a redução nas
complicações da diabetes. Agora precisamos saber se a cirurgia é associada com
redução de mortalidade".
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