O Conselho Federal de Enfermagem
(Cofen) listou as condutas esperadas dos profissionais da área ao utilizarem as
redes sociais. A Resolução nº 554, que compila esses princípios, foi publicada hoje
(31), no Diário Oficial da União. O dispositivo, que tem o objetivo
de salvaguardar a privacidade de pacientes, deve nortear a postura dos cerca de
1,9 milhão de profissionais da área, entre auxiliares, técnicos, enfermeiros e
obstetrizes.
Entre outras referências, a
resolução sublinha que é vedado ao profissional de enfermagem oferecer
consultoria por mídia social, como substituição da consulta de enfermagem
presencial e expor imagens comparativas, referentes às intervenções feitas
relativas ao “antes e depois” de procedimentos. Armadilhas para enganar
pacientes sobre resultados e a veiculação de informações que possam causar
pânico na sociedade também são salientadas como práticas condenáveis.
Segundo o coordenador da Câmara
Técnica de Fiscalização do Cofen, Walkírio Almeida, as razões que motivaram a
elaboração da resolução não ficam restritas a maus comportamentos de
enfermeiros. “Com esse avanço das redes, é comum a gente ver profissionais da
área da saúde fazendo várias postagens, em especial com imagens que expõem a
figura do paciente, inclusive em trabalhos científicos”, diz.
De 2007, o Código de Ética da
categoria, regularizado pela Resolução nº 311, é ainda bastante vago quanto ao
ambiente digital. Nele estão previstas cinco punições, mas elas não citam
nominalmente as peculiaridades desse tipo de crime. São elas: advertência
verbal, multa, censura, suspensão e cassação do direito de exercer a profissão.
O código será, em breve,
reescrito, trazendo alusões às redes sociais. “O código, apesar de não ter
punições específicas, já as deixa implícitas. Ele está sendo reformulado, para
incluir situações mais atuais. Em agosto, será votado pelo plenário do Cofen e,
no início de setembro, já deve ter sido publicado e estar vigorando”, diz.
Uso correto - Se bem utilizada, as redes
sociais podem espalhar mensagens que explicitam o lado mais generoso da
profissão. “A enfermagem não é valorizada no ramo de saúde, e, na maioria das
vezes, ações nas redes sociais mostram aos pacientes a importância da nossa profissão”,
diz a estudante mineira de enfermagem Anna Reis.
Após assistir a um vídeo no Facebook sobre o atendimento de uma enfermeira de
unidade neonatal, Anna ficou bastante impressionada. “Me sensibilizou o fato de
como a equipe acolheu o recém-nascido, como se fosse um filho”. (Jornal do
Brasil)
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