Todos os países da América Latina
Quando
se refere a substantivo, o “todos” sempre exige artigo: Conheço todos os jogadores;
Visitei todas as bibliotecas; O Brasil deve criar um bloco com todos os países
latino-americanos. É preciso tomar cuidado com os numerais. Se o pronome “todos”
se referir a numeral que não é seguido de substantivo, não se usa o artigo: Todos
cinco foram detidos; Todas três estavam contaminadas. Se houver substantivo, o
artigo será necessário: Perdi todos os cinco discos; Ganhei todos os dez livros
da coleção.
No jantar, éramos sempre seis
Na
linguagem familiar brasileira, é comum o uso da preposição “em’ com o verbo
“ser”, quando se indica o número de pessoas presentes. Ex.: “Em quantos vocês
são?’, pergunta o garçom. “Somos em cinco”, respondeu um dos componentes do
grupo. A construção “ser em + numeral” provavelmente resulte de tradução
literal do italiano (Siamo in cinque; siamo in sei). Na variedade padrão do Português,
essa construção não encontra abrigo. “No jantar, éramos sempre seis”. Existe um
romance com o título “Éramos seis”, que foi transformado em novela pela Rede Globo.
Til e o acento agudo na mesma palavra
Muita
gente estranha o fato de a palavra “órfão” receber acento agudo e til. Isso é
perfeitamente possível. O til indica a nasalização do ditongo presente em “órfão”.
O acento agudo em “órfão” se deve ao fato de essa palavra ser paroxítona
terminada em “ão”. Caso semelhante se vê em órgão e bênção, que, pelos mesmos
motivos, recebem acento agudo e circunflexo, respectivamente.
Tarzan
ou Tarzã? Mirian ou Míriã? Iran ou Irã?
Muitos
leitores e leitoras têm esses nomes e me perguntam como se deve escrevê-los
corretamente. Alguns se afoitam em dizer: “Meu nome eu escrevo do jeito que eu
quiser”. Ledo engano, leitor. Veja o que diz o gramático Luís Antônio Sacconi (o
nome dele no registro de nascimento é: Luiz Antonio Sacconi. Veja, o próprio
gramático faz crítica em um de seus livros apontando os três erros em seu nome:
Luís (escrito com “s” e acento no “i”); Antônio (tem o primeiro “o” fechado
(ô), no Português de Portugal soa aberto (ó) - os portugueses escrevem em António
e pronunciam como escrevem (António). Veja, o que diz o gramático: “No final
das palavras, o “a” nasal é escrito “ã” (não mais “ãn”, como antigamente)”:
Ivã, Irã, Calasãns, Tarzã, Ubiratã, Oberdã, Itapuã, Aquidabã, Maracanã, grã-fino,
tobogã, rolimã, pavã, dobermã, cardã, sutiã, piatã, Jonatã, Sacomã, tucumã, Osmã,
Renã, Líliã, Míriã.
Eiffel x Eifel (Pronúncia)
Eiffel
(Pronuncie “eifél”) - célebre torre de Paris. Rima com Nobel, Fidel, pastel. Eifel
(Com um só “f”, pronuncie “êifel”, com tonicidade no primeiro “e”) - uma região
da Alemanha.


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