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.O lugar aqui narrado
Não foi terra adormecida
Do Brasil colonizado
Parte que tem muita lida
Com trabalho escravizado
Para certos “ter comida”.
Também com muita cultura,
Muita maldade e lisura
Afastada da quentura
Que deu luz a muitas “vida”.
I
Nas Serra da Ibiapaba
Mais de dois “século” em ação
A beleza não se acaba
Diz o povo do sertão:
“Viva a Guaraciaba
Pela sua criação”.
II
Livro “Notas de Viagem”
Que Antônio Bezerra dita
Naquela época foi margem
Que em Guaraciaba cita
Do Norte foi à miragem
Que Campo Grande palpita.
III
Falar de hoje “prá” atrás
É invertida a ação
Para os tempos ordinais
Desde a sua criação
Rua Nova lá atrás
Foi a sua iniciação.
IV
Mestre “Antôi” Bezerra prova
‘Eu li seu livro e bem sei’
Que antes de por o pé na cova
Ele indagou a um Frei
Que depois de Rua Nova
Foi Vila Nova Del Rei.
V
Arruado irregular
Taipa e muito lamaçal
Nossa Senhora a fixar
Uma Igreja se igual
Para depois se formar
Em cidade, o pantanal.
VI
“Sir” Felipe Santiago
É o padre fundador
Sadoc adestra esse algo
Esse é o padre que citou
E ao Zé Luiz eu indago:
“Que demora que durou?”
VII
Primeiro foi Rua Nova
Que “Antôi” Bezerra narrou
Vila Del Rei se renova
Quem cita é o mesmo autor
Campo Grande outra nova
E depois “Guaraciabou”.
VIII
E quando a Vila surgiu
Como o fato oficial
A política que emergiu
Regida em forma legal
“Homens Bons” foi quem “nutriu”
A câmara municipal.
IX
No formato inicial
A Rua Nova cresceu
Terra fértil e animal
A Vila Del Rei nasceu
Pelo Rei de Portugal
Para brecar o apogeu.
X
Outro nome colocado
Com o tempo em ação
Lugar muito disputado
Por gente sem formação
Campo Grande nomeado
Foi essa outra versão.
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XI
Com a fundação da “cidade”
Que com a política é casada
Tem freira e também tem frade
E a política malvada
Castigos sem piedade
Por gente mal governada.
XII
Por gente mal governada
A vila Nova Del Rei
Gente boa massacrada
Que ocupava ‘eu sei!’
“Dero” uma surra malvada
Em “Augustim”, um bom Frei.
XIII
Gente mal que castigava
Que à toa “baixava o pau”
A nossa Guaraciaba
Nascia num Brasil mal
Numa pátria governada
Pelo Rei de Portugal.
XIV
Lembrando o nome segundo
Que foi a Vila Del Rei
Pelo Europeu imundo
Com Sadoc me inteirei:
O governo sujismundo
Que é de Portugal, o Rei.
XV
O quarto nome surgiu
Como coisa iluminada
O anjo bom emitiu
Uma palavra louvada
No ouvido do bem tiniu
A bela Guaraciaba.
XVI
Nessa História em rosário
Este lugar é de sorte
De Inhuçu o “apelidaro”
Mas Guaraciaba é forte
Depois “nomeclaturaram”
Guaraciaba do Norte.
XVII
Essa cidade hoje é o rol
De gente compenetrada
A natureza é em prol
Da bela Guaraciaba,
Pois, Guaracy se diz Sol.
E cabelo se diz Aba.
XVIII
Portanto, o povo é forte.
Onde todos “quer” moradas
Quem mora aqui é ter sorte
Não se sente separada,
É-se cidadão de porte
De ser de Guaraciaba.
XIX
Da Serra da Ibiapaba
Esta cidade é a princesa
O povo dela não enfada
Por ser pura sua beleza
A bela Guaraciaba
É o oásis da natureza.
XX
Cabelos do sol é luz
Que ilumina a estrada
Onde a bondade induz
Natureza glamourada
A educação conduz
Pela bela caminhada.
Sentindo-se iluminado
Reto e espiritualizado
E ser por Deus muito amado
De está em Guaraciaba
Fernando
Furtado,é Professor/ Mestre de Português e Inglês, , na Rede Púbica
municipal de Guaraciaba do Norte. Natural de Reriutaba.
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