Nem
branco, nem preto - Apenas Deus
Há
três anos gerou enorme polêmica um comentário que, para mim, foi dito sem a mesma
conotação como foi recebida por muitas pessoas, principalmente
afrodescendentes.
Interpretações diversas, retaliação, ataques verbais na internet e no rádio, confusão e até processo judicial. Foi no que resultou a declaração de um economista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Interpretações diversas, retaliação, ataques verbais na internet e no rádio, confusão e até processo judicial. Foi no que resultou a declaração de um economista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
O professor havia dito que “detestaria ser atendido por um médico ou advogado
negro”, por exemplo, externando posicionamento contrário ‘ao sistema de
cotas’.
Na
imprensa ele citou que foi mal interpretado e se defendeu dizendo que suas
palavras eram de repúdio ao que sofrem os afrodescendentes. Segundo ele, o
profissional negro quase sempre é oriundo de famílias que enfrentam muitas
dificuldades e que isso influi negativamente em sua formação.
É claro
que, ocorrendo fatos dessa natureza, o que gera a polêmica deve ser muito bem
investigado, esclarecido, além de punido, caso alguém tenha culpa. No caso de
uma investigação é imprescindível utilizar o bom senso e o equilíbrio e evitar
a interferência da comoção popular. Esta deve ser a opção mais racional na
busca da solução do impasse.
Nesses
casos, seria aconselhável também uma reflexão sobre alguns pontos, por exemplo:
Não estarão fazendo tempestade num copo d´água? Não estará havendo exagero e
até tendência à interpretação errada ou dúbia, quando o assunto é classificação
racial? Casos da espécie não estarão alertando para o perigo de estar havendo o
preconceito inverso, ou seja, do preto contra o branco?
Enfim,
somos ou não somos irmãos, filhos do mesmo Deus, que não é branco e nem preto, mas
apenas Deus?
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A
coisa tá é p...
Ou seja: Ele está em maus lençóis. É como diriam
alguns sobre a situação do professor capixaba que não freou a língua. A
reticência na última palavra deve-se ao temor de que a coisa também possa assim
ficar pro meu lado. O perigo de também ser mal entendido não pode passar em
branco.
Antes
que esqueça
Um
dos sinais da temível e terrível Doença de Alzheimer é o esquecimento,
principalmente de fatos recentes. Mas ninguém também considera discriminação
dizer “DEU UM BRANCO”, quando alguém esquece alguma coisa.
Poucas
palavras
Estamos
em pleno mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra (20/11). Vale a
pena rememorar não somente a figura de Zumbi dos Palmares, mas também refletir
sobre a luta dos Zumbis do presente. Mas cuidado, senhores professores e comentaristas: pesam bem e
economizem palavras!
Localização
Rua da Palma, antes Rua do Cisco, é a atual Rua Cel. Joaquim
Ribeiro, que passa por trás do Banco do Brasil, no centro de Sobral?
Responda, se souber
Qual o nome de um negro carioca que cedo veio para Sobral. E aqui
exerceu forte influência na sociedade, na cultura, na educação e na política
local? Resposta na Coluna de Amanhã
É
mesmo, né?
"Ninguém
nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por
sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a
odiar, elas podem ser ensinadas a amar". (Nelson
Mandela)

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