Não é
tarefa fácil opinar sobre o texto escrito por um professor que detém a arte de
escrever como exercício diário, desde sua juventude. A sua linguagem escrita
flui como uma conversa descontraída. Por isto, acredito que os nossos colegas
entrarão, com prazer, nesta roda de diálogo.
Mas
preciso atender seu pedido de dar minha opinião. Meu ponto de referência é a
Educação Biocêntrica que hoje fundamenta a minha visão de educação.
Acompanhando
a trajetória pedagógica do professor Leunam, desde o MEB - Movimento de Educação de Base, nos anos 60 e início de 70, até o
momento atual, percebo a sua constante integração com os educadores e educandos.
A sua tarefa fundamental no ato de educar, ligada a outros princípios da
prática educativa é o forte acento sobre a importância da participação
consciente.
Essa
convicção está presente em vários de seus escritos, entre eles a sua
dissertação de mestrado, onde deixa evidente a influência de Paulo Freire que,
oferece a quem compreenda a sua proposta, um olhar pedagógico no processo
participativo.
Desde o
final dos anos 1980 que eu já encontrava uma identificação de sua atuação com o
pensamento pedagógico Biocêntrico, profundamente coerente com a sua prática.
Tomo como
referencial a concepção da Educação Biocêntrica para compreender o presente
trabalho e encontro novamente essa identificação expressa em suas palavras,
oriundas de sua integração no diálogo e na vivência da
aprendizagem-desenvolvimento como um processo ativo, reflexivo e partilhado de
construção do saber.
Todo o
fundamento de sua expressão escrita é a prática por ele desenvolvida e a
existência de uma ligação intrínseca, vital, entre o ato de educar e a relação
afetiva que é origem e o significado da construção do conhecimento.
Parte
dessa concepção teórica e dessa ação, qual seja, relação dialógica de saberes e
afetos é o que se propõe a Educação Biocêntrica.
No mais (e
é o mais importante) é que, no decorrer da leitura fui tendo a imagem de que
este livro não ficará empoeirado nas estantes, mas ficará na gaveta ou na mesa
do(a) professor(a) ao alcance de suas mãos como fonte de pesquisa, inspiração e
ideias para seu ofício do dia a dia.
(*) Ruth Cavalcante - Psicopedagoga, Facilitadora de Biodança. Criadora da
Educação Biocêntrica. Diretora do CDH
– Centro de Desenvolvimento Humano


Nenhum comentário:
Postar um comentário