sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Brasil teve mais de 140 mil acidentes com escorpiões em 2018; veja como se proteger


O Ministério da Saúde registrou, no ano passado, 141,4 mil acidentes com escorpiões, segundo nota divulgada nesta sexta-feira (11). O número representa um aumento de 16 mil ocorrências em relação ao ano anterior, e um crescimento de quase 50 mil em relação a 2016. Os dados referentes a 2018 ainda são preliminares.

Em 2016, 115 pessoas morreram por conta de acidentes com escorpiões no Brasil. Em 2017, foram 88 vítimas fatais. A pasta ainda não tem o levantamento sobre mortes no ano passado porque esse número só é calculado dois anos depois do ano de referência.

O clima úmido e quente do verão contribui para o aparecimento desses animais, que se escondem em esgotos e entulhos. Locais com acúmulo de lixo também costumam trazer riscos, pois o escorpião se alimenta de baratas - que são atraídas pelos resíduos.

Acidentes com escorpião no Brasil, 2016-18 (em milhares)
Houve aumento de 54% no número de ataques nos três últimos anos
91,791,7125125141,4141,4201620172018 (dados preliminares)050100150
(Fonte: Ministério da Saúde)

Confira dicas de como evitar acidentes com escorpiões:
- Use telas em ralos no chão, pias e tanques;

- Procure vedar possíveis frestas nas paredes e colocar soleiras nas portas;

- Afaste camas e berços das paredes;

- Faça uma checagem em roupas e sapatos antes de vestir ou calçar, para se certificar de que nenhum inseto entrou;

- Mantenha jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico;

- Guarde o lixo da casa em sacos bem fechados, pois os resíduos podem atrair baratas, que servem de alimento para o escorpião;

- Mantenha a grama aparada;

- Evite colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos;

- Use luvas e botas para manusear entulho e materiais de construção, por exemplo;

- Se morar em área rural, procure preservar os predadores dos escorpiões: lagartos, sapos, e aves noturnas, como as corujas;

- Evite usar pesticidas, pois eles não têm eficácia comprovada para controlar o animal em ambientes urbanos.

- Trabalhadores da construção civil, madeireiras, transportadoras ou distribuidoras de hortaliças, legumes e frutas são considerados grupos de risco, assim como crianças. Abaixo dos 7 anos de idade, os pequenos também correm mais risco de ter sintomas longe do local da picada — por isso é necessário socorrê-las o mais rápido possível.

O que fazer em caso de acidentes?

O Ministério da Saúde e o Instituto Butantan recomendam ir, imediatamente, ao local de atendimento mais próximo (confira a lista). Confira outras medidas que também podem ser adotadas:

- A pessoa que foi picada deve ficar em posição deitada e permanecer calma;

- Lavar o local da picada com água e sabão ajuda, mas só se isso não for atrasar o atendimento médico;

- Mantenha o local da picada elevado;

- Dê água à vítima.

Em caso de acidentes leves — que, segundo o Ministério da Saúde, são 87% das ocorrências — não é necessário aplicar antídoto, mas só o profissional de saúde poderá fazer essa avaliação. (G1)



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