O Ministério da Saúde registrou, no ano passado, 141,4
mil acidentes com escorpiões, segundo nota divulgada nesta sexta-feira (11). O
número representa um aumento de 16 mil ocorrências em relação ao ano anterior,
e um crescimento de quase 50 mil em relação a 2016. Os dados referentes a 2018
ainda são preliminares.
Em 2016, 115 pessoas morreram por
conta de acidentes com escorpiões no Brasil. Em 2017, foram 88 vítimas fatais.
A pasta ainda não tem o levantamento sobre mortes no ano passado porque esse
número só é calculado dois anos depois do ano de referência.
O clima úmido e
quente do verão contribui para o aparecimento desses animais, que se escondem
em esgotos e entulhos. Locais com acúmulo de lixo também costumam trazer
riscos, pois o escorpião se alimenta de baratas - que são atraídas pelos resíduos.
Acidentes com
escorpião no Brasil, 2016-18 (em milhares)
Houve aumento de 54% no número de ataques nos três
últimos anos
(Fonte: Ministério da Saúde)
Confira
dicas de como evitar acidentes com escorpiões:
- Use telas em ralos no chão, pias e tanques;
- Procure vedar possíveis frestas nas paredes e colocar
soleiras nas portas;
- Afaste camas e berços das paredes;
- Faça uma checagem em roupas e sapatos antes de vestir ou
calçar, para se certificar de que nenhum inseto entrou;
- Mantenha jardins e quintais livres de entulhos, folhas
secas e lixo doméstico;
- Guarde o lixo da casa em sacos bem fechados, pois os
resíduos podem atrair baratas, que servem de alimento para o escorpião;
- Mantenha a grama aparada;
- Evite colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em
troncos apodrecidos;
- Use luvas e botas para manusear entulho e materiais de
construção, por exemplo;
- Se morar em área rural, procure preservar os predadores
dos escorpiões: lagartos, sapos, e aves noturnas, como as corujas;
- Evite usar pesticidas, pois eles não têm eficácia
comprovada para controlar o animal em ambientes urbanos.
- Trabalhadores da construção civil,
madeireiras, transportadoras ou distribuidoras de hortaliças, legumes e frutas
são considerados grupos de risco, assim como crianças.
Abaixo dos 7 anos de idade, os pequenos também correm mais risco de
ter sintomas longe do local da picada — por isso é necessário socorrê-las o
mais rápido possível.
O
que fazer em caso de acidentes?
O Ministério da Saúde e o Instituto
Butantan recomendam ir, imediatamente, ao local de atendimento mais próximo
(confira a lista). Confira outras medidas que também podem ser
adotadas:
- A pessoa que foi picada deve ficar em posição
deitada e permanecer calma;
- Lavar o local da picada com água e sabão ajuda, mas só se
isso não for atrasar o atendimento médico;
- Mantenha o local da picada elevado;
- Dê água à vítima.
Em caso de acidentes leves — que, segundo o
Ministério da Saúde, são 87% das ocorrências — não é necessário aplicar
antídoto, mas só o profissional de saúde poderá fazer essa avaliação. (G1)

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