quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Como disputas ideológicas no país chegaram ao parto


Parto normal ou cesariana? A pergunta, que até há algum tempo podia ser simplesmente um debate familiar sobre a chegada de um bebê, se tornou para alguns setores da sociedade e até para políticos uma expressão de diferenças ideológicas entre liberais e conservadores.

No período eleitoral de 2018, sites de cada um destes espectros associaram a discussão sobre as vias de parto a orientações políticas e até a candidatos.

Na véspera do 2º turno da eleição presidencial, um texto publicado no portal Jornalistas Livres dizia: "Bolsonaro coloca em risco parto humanizado no Brasil". O portal, que se define como uma "mídia alternativa em defesa da Democracia, da Cultura, dos Direitos Humanos e das Conquistas Sociais", inclui em seu conteúdo tags como "#LulaLivre" (em referência ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba após condenação em segunda instância) e matérias favoráveis a líderes de esquerda, como "Posse de Nicolás Maduro recebe apoio em todo o mundo".

Assinado por Maíra Libertad, enfermeira obstétrica do Coletivo de Parteiras, a postagem de 17 de outubro denunciava o risco de retrocesso, com a eleição de Bolsonaro, de políticas de governos petistas em prol da ampliação dos partos normais e redução no número de cesáreas.

Mas o texto de Libertad logo foi classificado uma semana depois como "fake news" por um outro portal, o Estudos Nacionais - este marcado por repetidos artigos contra o aborto e títulos como "É Jair, ou já era!" (fazendo referência ao presidente Jair Bolsonaro), "A verdadeira educação está fora das universidades brasileiras" e "Entidades de controle populacional mundial continuam investindo no Brasil". (BBC)


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