
O Ministério da Educação (MEC)
anunciou que a liberação de R$ 1,821 bilhão para a
pasta será destinada, principalmente, para universidades e institutos federais
de educação. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30), em Brasília.
De acordo com o ministro da
Educação, Abraham
Weintraub, as universidades e institutos vão receber R$ 1,156
bilhão do total descontingenciado – o que representa 63,4%. O
recurso chegará às instituições imediatamente, ainda de acordo com Weintraub. ]
Veja como será a distribuição dos
recursos:
- 1,156 bilhões para
universidades e institutos
- 270 milhões para bolsas Capes
- 105 milhões para exames da educação básica
- 290 milhões livros didáticos
Segundo o ministério, com esse
desbloqueio o percentual de verbas discricionárias das universidades que seguem
contingenciadas caiu para 15%. Antes, o MEC havia anunciado o bloqueio de 24,84%
destes recursos. Despesas discricionárias são aquelas não
obrigatórias. Elas podem ser de dois tipos: despesas de custeio (contas de luz,
água, telefone, pagamento de terceirizados, verba para pesquisas) e despesas de
investimento (obras e seus equipamentos). O orçamento total das universidades
inclui o pagamento de funcionários e aposentadorias (despesa de pessoal), é
obrigatória e não pode sofrer cortes.
Há
uma semana, o governo anunciou que liberaria R$ 8 bilhões contingenciados em
várias pastas – R$
1,6 bilhão da Educação.
Agora, o MEC detalha como será a
destinação do recurso, que acabou ganhando uma atualização de valores.
Desde o início deste ano, o MEC
já passou por dois contingenciamentos no orçamento: R$
5,8 bilhões em abril e R$
348,47 milhões em julho.
A Defensoria Pública da União
chegou a entrar na Justiça pedindo o fim da suspensão das verbas das universidades
federais do Rio de Janeiro.
No início do mês, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) anunciou
o corte de 5.613 bolsas, prevendo uma economia de R$ 544 milhões em 4 anos. A
suspensão dos recursos valeria para todos os cursos, até aqueles com boa
avaliação e que produz pesquisa de ponta.
Dez dias depois, o MEC anunciou o
desbloqueio de parte destas bolsas: foram liberadas
3.182 bolsas de pós-graduação de cursos com alta avaliação.
De acordo com o MEC, a liberação
de R$ 270 milhões anunciada nesta segunda será para pagar as bolsas atuais.
Segundo a pasta, 2.431 bolsas seguem suspensas porque foram
cortadas por terem baixo desempenho.
Fundo Petrobras - O recurso descontingenciado não virá do
Fundo Petrobras, de acordo com o ministro Weintraub.
Segundo Weintraub, o uso de
recursos do fundo da Petrobras ainda depende de projeto de lei que passará pelo
Congresso Nacional. Segundo o ministro, os recursos do fundo serão usados na
educação básica e creches.
O fundo é resultado de um acordo
da estatal com autoridades nos Estados Unidos para encerrar investigações sobre
a empresa naquele país. Em contrapartida, a Petrobras se comprometeu a
depositar o valor bilionário no Brasil.
Nesta semana, o ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), validou um acordo para
a utilização do fundo, assinado pelo governo federal, por representantes da
Câmara, do Senado e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Moraes validou a seguinte divisão
para uso do Fundo Petrobras:
- R$ 1,601 bilhão para a Educação
(contemplando a recomposição de recursos para pagar as bolsas do CNPq até o fim
deste ano);
- R$
1,060 bilhão para ações de preservação da Amazônia.
(G1)
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