A comissão enfatizou
"a importância da indenização para as vítimas/sobreviventes, como um
compromisso concreto com sua jornada de cura", e se comprometeu a
trabalhar "para que procedimentos padronizados e conhecidos sejam
desenvolvidos de forma mais abrangente".
O órgão disse que a
indenização não é apenas financeira, "mas abrange um espectro muito mais
amplo de ações, como o reconhecimento de erros, desculpas públicas e
outras formas de verdadeira proximidade fraterna com as vítimas/sobreviventes e
suas comunidades".
Acrescentou que
aprofundaria a questão das reparações em seu relatório no próximo ano.
O papa Francisco
enfrentou algumas das críticas mais fortes já feitas contra ele em relação ao
abuso do clero durante visita à Bélgica em setembro, quando o rei e o
primeiro-ministro do país pediram ações mais concretas para as vítimas.
Este mês, uma cúpula do
Vaticano de bispos do mundo todo terminou no sábado (26) com um texto final
pedindo desculpas várias vezes pela dor "incalculável e contínua"
sofrida pelos católicos que foram abusados pelo clero.
O relatório de
terça-feira também pediu mais transparência, com maior acesso das vítimas aos
documentos que lhes dizem respeito, uma divisão mais clara das funções entre os
departamentos do Vaticano que lidam com abusos e uma punição mais eficaz dos
infratores.
O relatório observou que
as "ações e/ou omissões" passadas dos líderes da Igreja "foram
fonte de danos adicionais às vítimas/sobreviventes de abuso sexual",
revelando a necessidade de "um processo disciplinar ou administrativo que
forneça um caminho eficiente para a renúncia ou remoção do cargo".
A comissão antiabuso do
Vaticano foi criada por Francisco em 2013, sendo a primeira do gênero. Ela
enfrentou duras críticas de sobreviventes de abusos, que dizem que ela não
implementou reformas eficazes para proteger as crianças. (Por
Alvise Armellini – JB/Reuters)

Nenhum comentário:
Postar um comentário