Ao atender um pedido
de urgência do autor do projeto, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o
presidente do Senado informou que o texto não precisará passar pelas comissões
temáticas da Casa. O senador Flávio Arns (PSB-PR) foi designado como relator de
plenário para o texto alternativo da Câmara.
“O futuro do Brasil
depende de como cuidamos das novas gerações. Ao assumir essa responsabilidade,
o Parlamento cumpre seu dever de proteger a segurança, a dignidade e as oportunidades de nossas
crianças e adolescentes”, disse Alcolumbre no plenário.
Proposta
O projeto obriga
fornecedores de produtos e serviços de tecnologia da informação a adotar
medidas para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos
prejudiciais, como pornografia, bullying, incentivo ao suicídio e jogos de
azar.
Uma das novidades do
projeto aprovado na Câmara é a previsão de que a fiscalização e sanção sejam
feitas por uma autoridade nacional autônoma, entidade da administração pública
que será responsável por zelar, editar regulamentos e procedimentos e
fiscalizar cumprimento da nova legislação.
Denúncia
O assunto ganhou
força depois de o humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca,
publicar um vídeo, no dia 9 de agosto, denunciando o influenciador Hytalo
Santos por exploração infanto-juvenil e alertando para riscos de exposição
infantil nas redes sociais.
O vídeo, que já tem
quase 50 milhões de visualizações, teve enorme repercussão no país e mobilizou
políticos, especialistas, famílias, autoridades e organizações da sociedade
civil em torno da aprovação de uma legislação protetiva para crianças e
adolescentes na internet.
O influenciador
Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente estão presos, em São Paulo,
desde o dia 15 de agosto. Hytalo está sendo investigado pelo Ministério Público
da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e
exposição de crianças e adolescentes em conteúdos produzidos para as redes
sociais.
(JB - Conteúdo originalmente publicado em Agência Brasil)

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