Por e Pôr
Por (sem acento circunflexo) é preposição:
Vou por este caminho. Pôr (com acento circunflexo) é verbo: Vou pôr o livro
sobre a mesa.
Obs.1: Esse caso é uma das exceções que ficaram após a mudança ortográfica de 1971, que atribui a regra do acento diferencial; Obs.2: Somente o verbo pôr tem acento circunflexo. Observe que expor, compor, dispor, impor, recompor (derivados do verbo pôr) não são acentuados; Obs.3: As demais palavras terminadas em “or” não tem acento gráfico: cor, for, dor, isopor, etc.
Existem
palavras da Língua Portuguesa com dois acentos gráficos
Não. Só temos três acentos gráficos: (´) - agudo, (`) grave e (^) circunflexo. O (~) til não é acento gráfico. É um sinal diacrítico. Indica nasalização/nasalação da vogal. Exs.: órgão, órfão, bênção, zângão tem acento.
O
palhaço fazia todos rirem
Os verbos fazer, mandar, deixar, ver, ouvir, sentir e perceber podem ter flexionado o infinitivo, quando o sujeito deste é pronome indefinido ou substantivo de plural. A obrigatoriedade do Infinitivo no singular se restringe apenas ao caso de pronomes oblíquos. Exs.: O palhaço fazia-os rir; Mandei-as entrar; Deixei-os sair; Vi-as chorar; Senti-as mexer. Não sendo esse o caso, o Infinitivo pode aparecer ou não no singular (ou plural) indiferentemente. Exs.: O palhaço fazia todo rir (ou rirem); Mandei as meninas entrar (ou entrarem); Deixei os meninos sair (ou saírem); Vi os homens chorar (ou chorarem); Ouvi os garotos cantar (ou cantarem).
“Tudo
é flores no passado” ou “Tudo são flores no passado”
Ambas corretas. Tanto pode concordar com o pronome indefinido “tudo” como com o predicativo.
Adquirir
/ Distinguir / Extinguir
Nesses três verbos a letra “u” não soa. Não pronuncie adqüirir, distingüir extinguir.
Plural
distributivo
Não foi publicado o nome dos aprovados no concurso.
Morte
= Falecimento?
Não. Morte aplica-se a velhos e moças. Falecimento diz-se com mais propriedade dos velhos. Morte dá a ideia de violência, de afronta. Falecimento só indica um efeito natural: A morte, consternou toda a cidade; O casal teve de adiar a lua de mel em virtude do falecimento do pai da noiva.
“É
possível que o autor não me creia” ou “É possível que o autor me não creia”?
Ambas corretas. No Português contemporâneo é mais corrente a construção: É possível que o autor não creia em mim” (M. de Assis)
Você
sabe o que apossínclise?
É a intercalação de uma ou mais palavras entre o pronome complemento átono e o verbo. Ex.: O que se não deve dizer; O que lhe não dissemos, em vez da construção “O que não se deve dizer” e “O que não lhe dissemos”.
Você
sabe o que é anaptixe ou suarabácti?
É um metaplasmo por aumento. Consiste em uma epêntese especial, quando se desfaz um grupo de consoantes com a intercalação de uma vogal. Grupa garupa o povo inculto faz largo uso do suarabácti (ou anaptixe). Exs.: adevogado (advogado), obter (obter), opito (opto), indiguinar-se (indignar-se), absolutamente (absolutamente), adijetivo (adjetivo), pinei (pneu), pissicologia (psicologia).
“De
um modo geral” ou “De modo geral”?
Diga corretamente: “De modo geral”, deixando de lado o pronome indefinido “um”.
(*) Professor Antônio
da Costa é graduado em Letras Plenas, com Especialização em Língua Portuguesa e
Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Contatos: (088)
99373-7724.
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