Documentos usados na apuração
Segundo
a Agência Brasil, a relatora Maria Cecília Adão trabalha no caso desde novembro
de 2024. O relatório foi elaborado com base em documentos públicos, entre eles
um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) concluído em 2019.
Em nota, o MPF afirmou que uma das principais premissas usadas para sustentar a
tese de acidente fatal “jamais ocorreu”. A referência é à suposta batida de um
ônibus na traseira do veículo de JK, hipótese que, segundo o órgão, não se
confirmou.
Hipótese de atentado volta ao
debate
A Comissão Nacional da Verdade havia
descartado a hipótese de atentado político, mas outras apurações chegaram a
conclusões diferentes. As Comissões Estaduais da Verdade de
São Paulo e Minas Gerais, além da Comissão Municipal da Verdade de
São Paulo, defenderam a possibilidade de que Juscelino Kubitschek tenha
sido vítima de um atentado durante a ditadura militar.
O
novo relatório reforça o debate sobre as circunstâncias da morte do
ex-presidente e amplia a discussão sobre a responsabilidade do regime militar
em casos ainda cercados de controvérsia histórica.
(JB)

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