O risco para a
população em geral permanece extremamente baixo", disse o porta-voz da
OMS, Christian Lindmeier, a jornalistas em Genebra.
Um dia antes,
a entidade já havia alertado que o surto de hantavírus na embarcação não
constitui, no momento, "o início de uma epidemia" ou "uma
pandemia".
"Este não é o
início de uma epidemia, mas é a oportunidade perfeita para reiterar que o
investimento em pesquisas sobre patógenos como este é essencial, porque
tratamentos, testes e vacinas salvam vidas", destacou Maria Van Kerkhove,
chefe do Departamento de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da
OMS.
O que é?
Segundo as
autoridades sanitárias, os hantavírus são vírus zoonóticos transmitidos
principalmente por roedores selvagens e domésticos infectados. A contaminação
humana ocorre pelo contato com urina, fezes ou saliva desses animais,
geralmente em ambientes fechados ou contaminados. Em casos mais raros, a
transmissão pode acontecer por mordidas.
Até hoje, a
transmissão entre pessoas foi documentada apenas em casos relacionados à cepa
Andes, identificada nas Américas, especialmente na Argentina e no Chile, e mesmo
assim é considerada incomum.
Sintomas e
riscos da doença
As infecções por
hantavírus podem variar de quadros leves a condições graves e potencialmente
fatais. Nas Américas, o vírus pode provocar a chamada Síndrome Pulmonar por
Hantavírus (SPH), caracterizada por rápida evolução e comprometimento dos
pulmões e do coração.
Já na Europa e na
Ásia, algumas variantes do hantavírus estão associadas à Febre Hemorrágica com
Síndrome Renal (FHSR), doença que afeta principalmente os rins e os vasos
sanguíneos.
Especialistas
alertam que os sintomas iniciais costumam incluir febre, dores musculares,
fadiga e dificuldades respiratórias, podendo evoluir rapidamente em casos
graves.
Tratamento e
prevenção
Atualmente, não
existe vacina ou tratamento antiviral específico contra o hantavírus. O
atendimento médico precoce é considerado fundamental para aumentar as chances
de sobrevivência, especialmente com suporte respiratório e monitoramento
cardíaco e renal.
As autoridades de saúde recomendam evitar contato com roedores e manter ambientes limpos e ventilados como principal forma de prevenção. O controle de infestações e o uso de equipamentos de proteção ao lidar com áreas contaminadas também são medidas consideradas essenciais.
(JB)

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