Na
sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 5,1%, e Augusto Cury (Avante),
com 3,5%. Ronaldo Caiado (PSD) registra 1,7%; Romeu Zema (Novo), 1,1%; e Samara
Martins (UP), 0,7%. Brancos e nulos somam 1,6%, enquanto 0,5% não soube
responder.
Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 45% e Flávio, 42,6%. Renan aparece com 5,2%; Cury, com 3,5%; Caiado, com 1,7%; Zema, com 1,1%; e Samara, com 0,7%.
Novo empate técnico no segundo turno
Em
uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o
candidato do PL aparece numericamente à frente, com 47,2%, contra 46,8% do
atual presidente. A diferença de 0,4 ponto percentual está dentro da margem de
erro, configurando empate técnico. Brancos, nulos e eleitores que não souberam
responder somam 6%.
É
a segunda rodada consecutiva da Atlas/Bloomberg que registra empate técnico
entre os dois candidatos. No levantamento divulgado em 10 de setembro, o
senador tinha 46,4% e Lula, 46,2%. No fim de agosto, o cenário era diferente: Lula
aparecia com 47,1%, contra 42,6% de Flávio, diferença de 4,5 pontos.
A
AtlasIntel entrevistou 5.018 eleitores com 16 anos ou mais, por meio de
recrutamento digital, entre 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto
percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa
está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número
BR-06221/2026.
Caso
STF nas eleições
O
período de realização da pesquisa abrangeu o julgamento
desta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF) e o
dia seguinte à sessão. O episódio integra uma sequência de embates na Corte em
torno das investigações do caso Master e do filme “Dark Horse”, em meio a
acusações de que procedimentos conduzidos pelo ministro André Mendonça teriam
finalidade política e eleitoral.
O
próprio Flávio Bolsonaro é investigado no inquérito relacionado a “Dark Horse”,
cinebiografia de Jair Bolsonaro. A apuração envolve suspeitas sobre o
financiamento da produção e suas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Documentos do caso revelaram, entre outros elementos, cobranças feitas por
Flávio a Vorcaro por recursos destinados ao projeto.
O
impacto eleitoral da instabilidade no Supremo também foi medido pela
Atlas/Bloomberg. Para 49,5% dos entrevistados, o episódio prejudica mais a
candidatura de Lula, enquanto 20,9% avaliam que Flávio é o mais afetado. Outros
14,4% dizem que os dois são prejudicados igualmente e 6,7% afirmam que nenhum
deles é atingido.
Quando
a pergunta trata especificamente do caso Master, porém, o resultado é dividido:
41,2% apontam aliados de Bolsonaro como o grupo político mais envolvido no
escândalo, ante 40,2% que citam aliados de Lula. A associação do caso a aliados
de Bolsonaro cresceu 12,9 pontos desde março, de 28,3% para 41,2%, enquanto o
índice relativo a aliados de Lula oscilou de 39,5% para 40,2%.
(Brasil
de Fato)

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