Antônio Albuquerque Lopes
A 17 de maio de 1988, por força de projeto
apresentado pela vereadora Julieta Odete
Barroso Ibiapina (Judete), era inaugurada uma rua no bairro do Junco,
nesta cidade, que homenageava
o conceituado cidadão sobralense Antônio
Albuquerque Lopes. Exatamente
naquela data completava-se um ano do seu falecimento.
A solenidade foi conduzida
pelo radialista José Maria Soares, sendo prestigiada por familiares, personalidades
importantes da sociedade local, dos meios empresarial e classista e grande
número de amigo do homenageado. Além de Odete Ibiapina, na ocasião também falaram
Joaquim Barreto Lima, prefeito de Sobral, o vice Antônio Felix Ibiapina Filho e
Dr. Almino Rocha Filho, à época genro de Antônio Lopes, proferindo emocionante
discurso em nome da família.
Antônio Albuquerque Lopes nasceu
no dia 09 de junho de 1919, na fazenda Logradouro, no município de Sobral (CE).
Eram seus pais José Alcino Lopes Cavalcante (Cel. Zeca Valdivino) e
Maria Amélia de Albuquerque Lopes.
Aos quatro anos de idade Antônio
Lopes perdeu a mãe e veio residir em Sobral, na casa dos padrinhos de batismo,
José Figueira de Sabóia e Carminha Marinho
de Sabóia. Fez seus estudos iniciais com a afamada professora Chiquinha
Félix. Depois ingressou no externato Luiz
Felipe da Silva, transferindo-se, em seguida, para a escola dirigida pelo
professor Rui de Almeida Monte.
Ainda jovem ingressou na Fábrica
de Tecidos de Sobral. Ao mesmo tempo, cursava o Propedêutico na Escola Técnica de
Comércio Dom José. Propedêutico era um curso que preparava o aluno para receber
ensino mais completo.
A 02 de abril de 1945, Antônio Lopes deixa de ser empregado
e passa a atuar como sócio da firma Dias e Carvalho & Cia. Aos 26 anos, no
dia 07 de julho de 1945, casa-se com Myrian Mont´Alverne Lopes, com quem teve
os filhos: Maria da Glória (bancária aposentada) e Vera (Professora
aposentada), residentes em Fortaleza; em Sobral: Dra. Sarah (Pediatra), Dra.
Ceres (Advogada), Marília (Servidora pública aposentada - INSS) e Antônio
Albuquerque Lopes Filho (Advogado).
Com a neta Adriana (filha de Vera)
Como homem de negócios, Antônio Lopes participou
decisivamente da implantação da Companhia Cearense de Cimento Portland, neste
município. Também atuou na transferência do poder acionário do Banco de Sobral
S/A, pertencente à Diocese de Sobral, para o grupo Machado de Araújo. Foi
diretor durante mais de uma década dessa nova instituição financeira, Banco
Comercial S/A - Bancesa, que também foi extinto tempos depois. Foi, também,
fundador da Cordesa - Cordoaria Cearense S/A.
Como agropecuarista, o empresário ocupou os cargos de
diretor na Federação da Agricultura do Estado do Ceará e na Confederação
Nacional da Agricultura. Político militante, foi ardoroso filiado à União
Democrática Nacional (UDN). Com a extinção dessa sigla, mudou-se para o Partido
Democrata Social (PDS). A partir de 1984 filiou-se ao Partido da Frente Liberal
(PFL) e, dado o seu ardor partidário, foi sucessivamente nomeado delegado às
convenções regionais.
De uma sociabilidade invejável, Antônio Lopes teve
participação em diversos clubes elegantes da cidade. Por eles muito trabalhou,
tendo, inclusive, ajudado a fundar o Rotary Club de Sobral. Era figura muito
requisitada nos eventos festivos, destacando-se nos encontros por sua
cordialidade e alegria contagiantes.
Antônio Albuquerque Lopes faleceu no dia 17 de maio de 1987
(domingo), vítima de acidente automobilístico nas proximidades de Sobral,
quando faltavam 23 dias para completar 68 anos de idade. A viúva, dona Myriam
Mont'Alverne Lopes, faleceu em Sobral (CE), em 30 de abril de 2009.
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