segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cantinho da Saudade (Por Thiago Alves – thiagoalvesobral@hotmail.com)


Antônio Albuquerque Lopes

A 17 de maio de 1988, por força de projeto apresentado pela vereadora Julieta Odete  Barroso Ibiapina (Judete), era inaugurada uma rua no bairro do Junco, nesta  cidade, que  homenageava  o conceituado cidadão sobralense Antônio  Albuquerque  Lopes. Exatamente naquela data completava-se um ano do seu falecimento.

A solenidade foi conduzida pelo radialista José Maria Soares, sendo prestigiada por familiares, personalidades importantes da sociedade local, dos meios empresarial e classista e grande número de amigo do homenageado. Além de Odete Ibiapina, na ocasião também falaram Joaquim Barreto Lima, prefeito de Sobral, o vice Antônio Felix Ibiapina Filho e Dr. Almino Rocha Filho, à época genro de Antônio Lopes, proferindo emocionante discurso em nome da família.

Antônio Albuquerque Lopes nasceu no dia 09 de junho de 1919, na fazenda Logradouro, no município de Sobral (CE). Eram seus pais José Alcino Lopes Cavalcante (Cel. Zeca Valdivino)  e  Maria  Amélia  de Albuquerque  Lopes.

Aos quatro anos de idade Antônio Lopes perdeu a mãe e veio residir em Sobral, na casa dos padrinhos de batismo, José  Figueira  de Sabóia e Carminha  Marinho  de Sabóia. Fez seus estudos iniciais com a afamada professora Chiquinha Félix. Depois ingressou no externato Luiz  Felipe  da Silva, transferindo-se,  em seguida, para a escola dirigida pelo professor Rui de Almeida Monte.

Ainda jovem ingressou na Fábrica de Tecidos de Sobral. Ao mesmo tempo, cursava o Propedêutico na Escola Técnica de Comércio Dom José. Propedêutico era um curso que preparava o aluno para receber ensino mais completo.

A 02 de abril de 1945, Antônio Lopes deixa de ser empregado e passa a atuar como sócio da firma Dias e Carvalho & Cia. Aos 26 anos, no dia 07 de julho de 1945, casa-se com Myrian Mont´Alverne Lopes, com quem teve os filhos: Maria da Glória (bancária aposentada) e Vera (Professora aposentada), residentes em Fortaleza; em Sobral: Dra. Sarah (Pediatra), Dra. Ceres (Advogada), Marília (Servidora pública aposentada - INSS) e Antônio Albuquerque Lopes Filho (Advogado).
Com a neta Adriana (filha de Vera) 
Como homem de negócios, Antônio Lopes participou decisivamente da implantação da Companhia Cearense de Cimento Portland, neste município. Também atuou na transferência do poder acionário do Banco de Sobral S/A, pertencente à Diocese de Sobral, para o grupo Machado de Araújo. Foi diretor durante mais de uma década dessa nova instituição financeira, Banco Comercial S/A - Bancesa, que também foi extinto tempos depois. Foi, também, fundador da Cordesa - Cordoaria Cearense S/A.

Como agropecuarista, o empresário ocupou os cargos de diretor na Federação da Agricultura do Estado do Ceará e na Confederação Nacional da Agricultura. Político militante, foi ardoroso filiado à União Democrática Nacional (UDN). Com a extinção dessa sigla, mudou-se para o Partido Democrata Social (PDS). A partir de 1984 filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) e, dado o seu ardor partidário, foi sucessivamente nomeado delegado às convenções regionais.

De uma sociabilidade invejável, Antônio Lopes teve participação em diversos clubes elegantes da cidade. Por eles muito trabalhou, tendo, inclusive, ajudado a fundar o Rotary Club de Sobral. Era figura muito requisitada nos eventos festivos, destacando-se nos encontros por sua cordialidade e alegria contagiantes.

Antônio Albuquerque Lopes faleceu no dia 17 de maio de 1987 (domingo), vítima de acidente automobilístico nas proximidades de Sobral, quando faltavam 23 dias para completar 68 anos de idade. A viúva, dona Myriam Mont'Alverne Lopes, faleceu em Sobral (CE), em 30 de abril de 2009.


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