O Sol
desceu
A rampa do
horizonte
A Lua ficou
Flutuando
no céu de estrelas
Todas tão
brilhantes!
Piscando incansavelmente
Mas Ela
está chorosa
Presa em
sua redoma
Um lago
acinzentado,
Lhe cerca
Está,
levemente, recoberta
Pela cinza
da saudade
O Sol não surgiu no Nascente
O céu não coloriu
Nem houve
amanhecer
Rotação
interrompida
O dia não
raiou
O Sol
canta distante
E a Lua,
A Lua
virou poesia.
(*) Aninha Martins -Escritora, professora e Técnica da
Secretaria de Cultura de Ipu (CE)


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