Uma decisão
inédita, no âmbito da Previdência Social, marcou o julgamento da 1ª Câmara de
Julgamentos do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), nesta
terça-feira (28). Pela primeira vez, um homem que tem uma união homoafetiva e
adotou uma criança terá direito ao salário-maternidade, concedido pelo CRPS.
A
decisão, unânime entre os conselheiros, foi baseada nas análises da
Constituição Brasileira e do Estatuto da Criança e Adolescência (ECA), que
garantem o direito da criança aos cuidados da família, e na concessão do
benefício pelo INSS a uma segurada que também mantem união homoafetiva.
No pleito, o
segurado, que mora no Rio Grande do Sul, argumentou que, perante a
Constituição, todos são iguais e a não decisão favorável pelo benefício seria
um caso de discriminação, por já ter sido favorável para a união entre duas
mulheres. Ele participou do julgamento por videoconferência. "Eu e meu
companheiro queremos ter o mesmo direito de cuidar de nosso filho, assim como as
duas mulheres tiveram. Além disso, os cuidados e atenção são um direito da
criança, não meu ou do meu companheiro. Quem sabe com essa decisão outras
crianças possam ter o mesmo direito."
Em 2008, o INSS
concedeu o salário-maternidade para um pai solteiro. Neste mês, a Justiça de
Campinas (SP) determinou a concessão da licença-maternidade a um pai solteiro,
similar à licença-maternidade concedida à mulher.
Segundo o presidente do CRPS, Manuel Dantas, o fato do segurado manter uma relação homoafetiva não interferiu no julgamento do caso. O que foi levado em conta é a concessão de salário-maternidade para um homem. A decisão, porém, vale apenas para o caso específico. Para que todos os homens tenham direito, o INSS teria que mudar as normas que regem a concessão do benefício. "Enquanto as normas não forem alteradas, as pessoas precisarão entrar com recursos. Contudo, o CRPS, em suas decisões, reflete o pensamento da sociedade, já que é composto por ela. É uma oportunidade da Previdência Social avançar na legislação e se adequar aos anseios da sociedade", disse Manuel Dantas. Após a decisão do CRPS, o INSS deverá mandar uma carta comunicando a decisão ao segurado e a concessão do benefício.
Segundo o presidente do CRPS, Manuel Dantas, o fato do segurado manter uma relação homoafetiva não interferiu no julgamento do caso. O que foi levado em conta é a concessão de salário-maternidade para um homem. A decisão, porém, vale apenas para o caso específico. Para que todos os homens tenham direito, o INSS teria que mudar as normas que regem a concessão do benefício. "Enquanto as normas não forem alteradas, as pessoas precisarão entrar com recursos. Contudo, o CRPS, em suas decisões, reflete o pensamento da sociedade, já que é composto por ela. É uma oportunidade da Previdência Social avançar na legislação e se adequar aos anseios da sociedade", disse Manuel Dantas. Após a decisão do CRPS, o INSS deverá mandar uma carta comunicando a decisão ao segurado e a concessão do benefício.

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