segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Também pudera!!!


Sendo hoje (27 de agosto), Dia da Limpeza Urbana, lembrei-me de um episódio que explica muito bem o que ocorre em todas as cidades brasileiras: O zelo repentino dos administradores quando da visita de um chefe político ao município.
Foto (Do Sobral Portal de Notícias)
Regressando à sua terra natal, próxima a Sobral, um amigo contou-me admirado sobre o que viu:  cidade limpa e aparente organização, pelo menos no centro. Nada de lixo nas ruas, árvores bem podadas, meios-fios pintados, banda de música tocando, guardas organizando o trânsito, seguranças nas praças... Enfim, por onde o amigo passava tudo estava funcionando como nunca havia visto. Ele ficou eufórico. Até fez rasgados elogios à administração municipal.

Mas logo em seguida soube através da imprensa que o trajeto que ele percorrera havia coincidido com o caminho meticulosamente traçado e bem cuidado pela prefeitura local no dia anterior. Depois descobriu que naquele mesmo dia estariam na sua cidade um ministro, o governador e comitiva e que eles fariam o mesmo percurso. E não havia perigo de mudar de rota. Ordenou, por escrito, o Sr. prefeito.

E mais: através do segmento que faz imprensa sem amarras, tomou conhecimento também de que o resto da cidade continuava um Deus nos acuda. (Imaginem, agora, se não existissem profissionais sérios, imparcialidade e sem estarem manietados pelo poder!)

Aí, pus-me a visualizar como deve ter sido hilariante o corre-corre dos barnabés para deixar tudo em ordem. Não teve jeito! Veio-me logo à mente a comparação com algumas mulheres que, por falta de tempo ou de mais cuidado com a casa, recebem uma visita inesperada.

Pois é!  Para mim, a aflição de prefeitos, principalmente do interior, quando vão receber uma autoridade importante, só se iguala ao aperreio de dona-de-casa pouco zelosa. Quando chega a visita sai correndo desesperadamente dentro de casa, de um lado para outro, ajuntando tudo, camuflando tudo, arrumando pra lá, arrumando pra cá...

Quando a visita sai, volta tudo ao normal.

Ou melhor: ao anormal.

Que me desculpem as mulheres atingidas.




Nenhum comentário:

Postar um comentário