Com esta decisão, sem
querer (ou será querendo mesmo?), a Justiça brasileira vai ao encontro dos
interesses das empresas do governo e, ao mesmo tempo, de encontro aos
(interesses) dos milhares de concursados aprovados, que aguardam apenas a
convocação para trabalhar. Com isso, colabora com a declarada indústria do
concurso há anos instalada no País.
Essa prática vem causando
prejuízos morais e financeiros a milhões de jovens, frustração e perda de
confiança nas instituições oficiais. Isso aponta para a necessidade de uma urgente revisão na
lei de concursos que contemplem, por exemplo: inclusão da prioridade para a contratação de todos
os aprovados e fim do prazo de validade dos concursos. Saiba mais na matéria abaixo,
da Ag. Brasil.
A Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos (ECT) recebeu autorização da Justiça para contratar funcionários
terceirizados por meio de licitação. A ECT conseguiu suspender liminar do
Tribunal Regional do Trabalho (TRT-DF) que proibia esse tipo de contratação.
Desde julho, a empresa estava
impedida de promover licitação a fim de receber temporários para o exercício de
atividades-fim de agente, técnico ou especialista de Correios.
O pedido para suspender licitações foi
feito pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e
Telégrafos (Fentect), sob o argumento de prejuízo a concursados ainda não nomeados.
De acordo com os Correios, a manutenção
da liminar provocaria retenção de entregas, uma série de reclamações e até
pedidos de indenização. A empresa ainda argumentou que as licitações são para a
contratação de funcionários temporários, não substituindo a demanda por
concursados.
A Fentect decide até o final da
semana se irá recorrer da decisão da Justiça.
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