O prefeito do Rio, Eduardo Paes, já chamou a
Olimpíada de 2016 de uma "desculpa fantástica" para fazer mudanças
urbanísticas necessárias à cidade. Mas, para dois especialistas estrangeiros,
os megaeventos estão pautando excessivamente as mudanças urbanas do Rio, numa
espécie de distorção: em vez de Olimpíada e Copa ajudarem a cidade a alcançar
um plano urbanístico de por exemplo, 50 anos, a cidade é que está se adequando
para acomodar os eventos esportivos.
Para urbanistas, obras olímpicas devem se adequar a um projeto de cidade de longo prazo
No livro Planning
Olympic Legacies, lançado neste ano, a arquiteta alemã Eva
Kassens-Noor analisa o legado urbanístico de cidades-sede de Olimpíadas e diz
que o Rio "está sendo guiado pela demanda de megaeventos", desde a
conferência Eco-92, passando pelos Jogos Panamericanos de 2007, a Rio+20, a
Copa e Rio-2016, em vez de por um planejamento focado nos habitantes. Leia
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