Profissão: Político
Na semana passada algo curioso - pra não dizer vergonhoso - foi
descoberto através de um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Tratam-se das profissões dos candidatos a prefeito no País.
Pasmem! A mais informada pelos
pleiteantes foi a de prefeito. Um total de 1.934 declarou que sua profissão é a
de prefeito. É lamentável, porque, na verdade, prefeito é um cargo
administrativo, e não uma profissão.
Mas há uma explicação simples para que não só prefeitos, como também
outros ocupantes de cargos no Executivo ou Legislativo, citem a atividade
principal como suas profissões. Explica-se pelo fato de gastarem todo o seu
tempo nessas ocupações, não fazendo outra coisa; por terem nessas “profissões”,
muitas vezes, a única fonte de renda, a qual traz excelente retorno financeiro.
Em mais: É somente nessas “profissões” que muitos conseguem garantir uma
sobrevivência tranquila, trabalhando pouco e tendo alguns direitos a mais que o
cidadão comum.
Vale destacar que existem, embora em número reduzido, os que entram para
a política com bons propósitos, desejosos de fazer o bem e para mostrar que
Política (com P maiúsculo) é algo bom, bonito e necessário.
É claro que também há muitos homens e mulheres que detêm situação
financeira confortável mesmo antes de ingressar na política. Entram nela e
buscam ocupar cargos mais pelo poder e pela notoriedade pública que só através
da política é possível alcançar.
Por outro lado, é grande - e cresce ainda mais – o número dos que veem
na política uma atividade comercial muito promissora, que a concebem como meio
de ganhar dinheiro com mais facilidade e como o melhor caminho “para se fazer”.
Que o comprovem a mudança repentina do padrão de vida e a evolução financeira
rápida de alguns recém-eleitos.
Nesse último caso, ingressar na política tem sido um
dos melhores negócios nos últimos tempos. É tão bom, tão rentável e confortável
que faz os políticos confundirem mesmo o tempo do mandato com o exercício de
uma profissão como outra qualquer.
Isso simplesmente explica, MAS NÃO JUSTIFICA, a
briga ferrenha que muitos travam para ingressar ou se manter no poder.
Também explica, MAS NÃO JUSTIFICA, o escandaloso
rasgamento de dinheiro, cujo ressarcimento termina sendo feito pela população,
caso o candidato seja eleito.
Diante disso, já passa da hora de o povo brasileiro
entender que ele é quem tem de banir essa prática, já que
os políticos jamais irão criar leis que venham prejudicar a eles
próprios.
Mesmo que tarde, faz-se urgentemente necessário que
a sociedade exija a implantação no Poder Legislativo da mesma regra que já é
aplicada no Executivo. Ou seja, o direito de apenas dois mandatos
consecutivos.
Seria o início do fim da eternização no poder, tão
praticada no Brasil ao longo dos anos.
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Inspirar
Em
Araraquara (SP), o barulho do vai e vem de um trenzinho que
passava nas proximidades da casa de Heitor Villa-Lobos inspirou o genial
compositor a criar a música Trenzinho
Caipira, que faz parte da Bachianas Brasileiras nº 2, composta em 1930.
Pirar
Em Sobral (CE), ainda nem
comecou o barulho do vai e vem do trenzinho (VLT). Poderá até inspirar algum
“Villa-Lobos” sobralense quando passar nas proximidades da sua casa. Agora, que
a maioria poderá até pirar, isso, sim. Ou melhor, já começou a pirar.
Ceo ou inferno?
É de espantar a pouca, ou quase nenhuma, divulgação do importante
serviço a que se propõe o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de
Sobral. Será porque o atendimento por lá se assemelha a enfrentar o inferno?
Desvirtuando
Já era esperado que as redes
sociais fariam aflorar a paixão política de muitas pessoas, tidas como
ponderadas fora do mundo virtual. Só não se esperava tanta irracionalidade, com
internautas demostrando falta de educação, de ética, de equilíbro e vomitando
seus ódios e recalques.
À míngua
De língua (raiz) de fora e seca de tanto pedir socorro e com morte
antecipada decretada. Assim está o tamarindeiro centenário da Câmara Municipal
de Sobral. Plantar esse e outros foi ideia de vereador do passado. Aos do
presente, nem a imensa sombra parece interessar mais. Solução: Um quadrilátero
de tijolos em volta da árvore lhe garantiria mais alguns anos de vida. Mas cadê
o espírito ecológico?
Folclore político
Às vésperas do dia 24 de agosto de 54, quando se matou para impedir
que 64 fosse antecipado em dez anos, Getúlio Vargas conversava uma noite,
desalentado, desencantado, com José Américo de Almeida, seu Ministro da Viação,
e lhe diz:
-Impossível governar este país. Os homens de verdadeiro espírito
público vão escasseando cada vez mais.
- Presidente, o que é que o senhor acha dos homens de seu governo?
- A metade não é capaz de nada e a outra metade é capaz de tudo. (Do livro “Folclore Político’, de Sebastião Nery).
Pérolas do Rádio
“O canidato prometeu reabrir o
baulinhare, o bauliário...”. Dizia, empolgado, certo locutor. Sinceramente,
não sei de onde algumas pessoas tiraram essas palavras para nomear aquele local
público onde se toma banho, chamado BALNEÁRIO.
Corrigindo a frase: “O candidato
prometeu reabrir o balneário”.
Domingo na Educadora (www.educadora950.com.br)
Até amanhã (10h), no Programa Artemísio da Costa na Educadora AM 950.
Notícias, reportagens, curiosidades, música de qualidade e entrevista. Participe: 3611-1550 //3611-2496.
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