O
papa Francisco anunciou nesta terça-feira (1/9) que os padres de todo o mundo
poderão conceder durante o ano do Jubileu o perdão às mulheres que abortaram e
às pessoas que os realizaram, um pecado que considera um drama
"injusto" e "uma derrota".
O
anúncio foi feito por meio de uma carta ao presidente do Conselho Pontifício
para a Nova Evangelização, na qual autoriza todos os padres durante o ano do
Jubileu, que começa em dezembro, a absolver as mulheres que se arrependeram do
aborto.
"Conheço
bem as condições que conduziram as mulheres a esta decisão. Sei que é um drama
existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que levavam em seu coração uma
cicatriz por esta escolha sofrida e dolorosa", escreveu o Papa que nasceu
na América Latina, onde o aborto é ilegal em muitos países.
"Alguns
vivem o drama do aborto com uma consciência superficial, quase sem perceber o
gravíssimo mal que comporta um ato deste tipo. Muitos outros, porém, inclusive
vivendo este momento como uma derrota, consideram não ter outro caminho por
onde ir", completa.
"O
perdão de Deus não pode ser negado a qualquer um que tenha se
arrependido", ressalta o pontífice ao anunciar a medida excepcional.
"Eu
decidi conceder a todos os padres para o Ano Jubilar (8 de dezembro de 2015 a 1
de setembro de 2016), apesar de qualquer questão contrária, a faculdade de
absolver do pecado do aborto aqueles que o tenham praticado e arrependidos de
coração pedem por isto o perdão", escreveu Francisco.
"Os
padres devem se preparar para esta grande tarefa, sabendo conjugar palavras de
genuína acolhida com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e
indicar um caminho de conversão verdadeira", explica.
Segundo
as normas da Igreja, os bispos são os responsáveis por conceder o perdão de acordo
com o caso. (Correio Braziliense)
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