O
Ministério da Saúde editou hoje (11) portaria para ampliar o atendimento de
crianças com cardiopatia congênita no Sistema Único de Saúde (SUS). O Plano
Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita integra ações para
o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à reabilitação de crianças com a
doença.
A meta inicial é ampliar em
30% o número de cirurgias feitas na rede pública de saúde com investimento de
R$ 91,5 milhões já neste ano, o que representa aumento de 75,2% do orçamento
anual destinado às cirurgias cardíacas pediátricas, cujo custo estava em torno
de R$ 52,2 milhões.
Com isso, serão possíveis mais
49 procedimentos da tabela SUS relacionados a esse tipo de tratamento. Segundo
o Ministério, a meta é realizar 3.400 procedimentos hospitalares a mais por
ano, passando de 9,2 mil para 12,6 mil neste ano. Com o aumento de 30% do
atendimento, o SUS terá capacidade de tratar todas as crianças com cardiopatia
congênita que precisam de intervenção no primeiro ano de vida.
A cardiopatia congênita é a terceira
maior causa de morte de bebês antes de completar 30 dias, correspondendo a
cerca de 10% das causas dos óbitos infantis e a 20% a 40% das mortes
decorrentes de malformações. Estima-se que nasçam cerca de 30 mil crianças
cardiopatas todos os anos no Brasil. A doença pode ser diagnosticada durante o
pré-natal ou no período neonatal.
“Este é um pleito de muitos anos e
é uma absoluta necessidade que nós só podemos atender porque fizemos uma gestão
austera, economizamos R$ 3,5 bilhões nesse período de gestão. Com isso, estamos
podendo atender a várias demandas, porque toda essa economia é para ampliar o
acesso e o financiamento do SUS”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros,
após a cerimônia no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor). O Incor é um dos parceiros na
elaboração do projeto, junto com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e a
Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV).
De acordo com Barros, a forma de
financiamento será alterada. Atualmente o repasse é feito por meio do Teto da
Média e Alta Complexidade. A partir de agora, o Fundo de Ações Estratégicas e
Compensação será responsável pelo custeio, o que garantirá o pagamento
pós-produção de todos os procedimentos realizados. Com isso, os 69 hospitais
atualmente habilitados no SUS para esse tipo de atendimento ficarão sob o
monitoramento da sua produção em cirurgia cardiovascular.
Além disso, o desempenho de
tais hospitais será conjuntamente avaliado pelo Ministério da Saúde, pelo
Instituto do Coração de São Paulo (Incor) e pela Sociedade Brasileira de
Cirurgia Cardiovascular. Os resultados da avaliação orientarão as medidas a
serem tomadas quanto à manutenção, suspensão ou ampliação das habilitações.
“A diferença é que um plano que paga por
procedimento, exige contrapartida do serviço, que tem que produzir para receber
e que está sendo monitorado. Quem não cumprir a meta não receberá mais os
recursos e poderemos, a partir daí, ter certeza da produção dos serviços. Hoje
temos metade dos serviços credenciados para as cirurgias pediátricas que não
produzem o que está cadastrado, mas recebem o recurso. Então, mudamos o modelo
e isso vai ser um avanço importante”, ressaltou Barros. (Ag. Brasil)
O
Ministério da Saúde editou hoje (11) portaria para ampliar o atendimento de
crianças com cardiopatia congênita no Sistema Único de Saúde (SUS). O Plano
Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita integra ações para
o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à reabilitação de crianças com a
doença.
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