O desembargador Hilton Queiroz, presidente do Tribunal Regional Federal
da Primeira Região (TRF-1), derrubou nesta quarta-feira (26) a decisão judicial
que havia suspendido
o aumento no preço dos combustíveis.
Com a decisão do desembargador, volta a valer o decreto do presidente
Michel Temer que elevou
a alíquota de PIS/Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol. A tributação sobre a gasolina
subiu R$ 0,41 por litro; a tributação sobre o diesel, R$ 0,21 por litro; e
o imposto sobre o etanol, R$ 0,20 por
litro.
Hilton Queiroz atendeu a recurso
da Advocacia Geral da União (AGU), que representa o governo
federal no Judiciário. O órgão argumentou que, sem o aumento do imposto, o governo perderia
R$ 78 milhões por dia, prejudicando o equilíbrio nas contas públicas
e a retomada do crescimento econômico.
"Trata-se de medida imprescindível para que seja viabilizada a
arrecadação de aproximadamente R$ 10,4 bilhões de reais entre os meses de julho
a dezembro de 2017", argumentou a AGU no recurso, acrescentando que a
verba é importante para cumprir a meta fiscal deste ano, que prevê déficit
(despesas maiores que as receitas) de R$ 139 bilhões.
Ao acolher o pedido da AGU, Hilton Queiroz afirmou que a decisão de
Borelli era "duvidosa" e concordou com os argumentos do governo
quanto às contas públicas. "No momento ora vivido pelo Brasil, de exacerbado desequilíbrio
orçamentário, quando o governo trabalha com um bilionário déficit, decisões
judiciais, como a que ora se analisa, só servem para agravar as dificuldades da
manutenção dos serviços públicos e do funcionamento do aparelho estatal,
abrindo brecha para um completo descontrole do país e até mesmo seu total
desgoverno", escreveu o desembargador.
O decreto de Temer - O decreto sobre os combustíveis foi assinado
pelo presidente Michel Temer na semana passada. Com a decisão, a tributação sobre a gasolina subiu R$ 0,41 por litro; a
tributação sobre o diesel, R$ 0,21 por litro; e o imposto sobre o etanol, R$
0,20 por litro. De acordo com a equipe econômica, o aumento da tributação sobre os
combustíveis irá gerar, durante o restante do ano de 2017, receita adicional de
R$ 10,4 bilhões para o governo.
Suspensão da medida - Nesta terça, o juiz substituto Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de
Brasília (primeira instância), determinou
a suspensão do decreto do governo, sob o argumento de que o
reajuste nos impostos deveria ter sido proposta ao Congresso, para entrar em
vigor somente 90 dias após aprovação. No recurso, a AGU alegou que a lei que regula os impostos prevê o
reajuste das alíquotas do PIS/Confins por decreto. (G1)

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