Não dá mais pra agüentar!
Não se pode negar, tampouco esconder a crescente onda de violência que ultimamente se instalou em Sobral, com agressões, assaltos, sequestros, tiroteios e crimes ocorrendo quase que diariamente, independentemente de local e horário. Nesta semana, por exemplos, tivemos assalto a mão armada a três postos de combustível e quatro assassinatos na terça-feira (14), já totalizando 108 homicídios em 2017. Cito isso, mas, infelizmente, posso ter de corrigir esses números a qualquer momento, já que parece estar longe de estancar-se de vez ou, pelo menos, diminuir a violência na cidade.
Não se pode negar, tampouco esconder a crescente onda de violência que ultimamente se instalou em Sobral, com agressões, assaltos, sequestros, tiroteios e crimes ocorrendo quase que diariamente, independentemente de local e horário. Nesta semana, por exemplos, tivemos assalto a mão armada a três postos de combustível e quatro assassinatos na terça-feira (14), já totalizando 108 homicídios em 2017. Cito isso, mas, infelizmente, posso ter de corrigir esses números a qualquer momento, já que parece estar longe de estancar-se de vez ou, pelo menos, diminuir a violência na cidade.
O fato é que, além acenar para a
fragilidade ou falência dos órgãos de segurança pública, a situação está se
transformando num grave problema de saúde pública, numa epidemia silenciosa.
Comprova-se isso com o grande número de crianças, adultos e idosos
aterrorizados, tendendo a ficarem reclusos atrás de suas grades caseiras, que
também já não oferecem tanta segurança. Enfim, transformando-se em presas
fáceis de uma depressão ou algo pior.
Dentro dos seus limites, a força
policial vem fazendo sua parte. Mas as estatísticas demonstram que o combate à
violência em Sobral não atinge o objetivo ideal. A quantidade de crimes é mais
que eloquente para comprovar isso e para exigir um urgente reposicionamento dos
poderes constituídos. Essa ação viria atender aos reclamos da população que já
não tem mais para quem apelar.
Aumento de contingente, ocupação
permanente de locais suspeitos por policiais; blitzes mais constantes; rigorosa
averiguação sobre a origem de tanta arma e droga na mão de marginais e a consequente
prisão dos repassadores; explicação à sociedade sobre o destino do material
apreendido; descobrir algum instrumento legal, se é que existe, para barrar ou
diminuir o desserviço prestado por advogados de porta de delegacias que atuam
unicamente a serviço da bandidagem. E, é óbvio, o ensino da cultura da não
violência e seu incentivo às crianças por pais e educadores desde a mais
tenra idade.
Isso seria o mínimo a fazer
urgentemente enquanto não ocorre uma radical mudança na legislação, especialmente
para menores infratores e que seja adotada uma séria política de recuperação de
condenados da justiça. Sem essa reforma, que requer o envolvimento de todas as
pessoas de bem, a população permanecerá prejudicada pela condescendência das
leis com seus infratores; os criminosos continuarão sem receber a merecida
punição ou, recebendo-a da forma praticada hoje, continuará sendo impossível a
reinserção desses homens e mulheres na sociedade.
Por fim, insisto em dizer que a
paciência e o medo da população já estão nos seus limites. Extrapolados, o
primeiro passo é fazer justiça com as próprias mãos. Fica, então, a pergunta:
As autoridades e governantes estarão esperando que isso aconteça para tomarem
as providências que o problema da violência já exige há muito
tempo?
Por outro lado, é imprescindível também
a pergunta: E o que nós (sociedade) – como a parte mais afetada – fez ou está
fazendo para combater tudo isso? Vale salientar que Segurança pública é da
inteira responsabilidade do Estado. Está na Constituição. Quando isso não
funciona, o maior agravante é o povo cruzar os braços ou praticar a política de
avestruz: enterrar a cabeça na areia ao menor sinal de perigo (ou simplesmente
abaixar a cabeça, no caso dos humanos) e fingir que nada está acontecendo. Pior
ainda: permanecer naquela atitude acabrunhada e derrotista de apenas resmungar
“tem jeito não”, “não adianta” “é assim mesmo” é exatamente o que querem os que
estão à margem da lei promovendo essa baderna nacional.
Portanto, conscientize-se dos seus
deveres e, principalmente, dos seus direitos de cidadão consciente e também
responsável! Lute por eles! Como diria um antigo comercial de loteria: Insista,
persista e não desista! Não importa se o problema da violência é nacional
ou até mundial. O importante é que cada um faça sua parte e começando
impreterivelmente no seu lar, na sua rua, na sua cidade... Assim, a paz
contaminará o mundo.
E lembro
que o Sindicato dos Radialistas
do Estado do Ceará, através dos profissionais de
Sobral, convida a população e demais representantes das entidades religiosas,
civis e militares para o “Abraço pela Paz de Sobral”, a ser realizado na quinta-feira, 17, com
concentração a partir das 16 horas, na Praça de Cuba,
centro de Sobral. Contamos
com você! Evite passar atestado de covardia ou de
cumplicidade! Reaja!


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