Entre
os dias 22 de outubro e 17 de dezembro a Advocacia-Geral da União (AGU) e
instituições financeiras farão um mutirão em São Paulo para facilitar e
agilizar os pagamentos aos poupadores que tiveram perdas relativas aos planos
econômicos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 2 (1991). O calendário inicial
foi definido ontem (9) entre as partes que celebraram o acordo, em reunião na
AGU, em Brasília.
O acordo é relativo à correção de aplicações na poupança
durante a entrada em vigor dos planos econômicos e vale para quem ingressou com
ações coletivas e individuais na Justiça e também seus herdeiros. Ao todo, a
compensação deve injetar R$ 12 bilhões na economia e beneficiar cerca de 3
milhões de pessoas.
O primeiro mutirão será realizado no Centro Judiciário de
Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), central de São Paulo, unidade da
federação que concentra a maior parte dos poupadores que serão reparados. De
acordo com a AGU, outras cidades deverão receber os mutirões a partir de
novembro. O calendário ainda será divulgado.
Os representantes das instituições financeiras se
comprometeram a disponibilizar funcionários para o mutirão, que ficarão
responsáveis por conferir a documentação apresentada pelo poupador para
solicitar o pagamento. A ideia é fazer audiências a cada 20 minutos para
viabilizar o pagamento aos poupadores que comprovarem o direito à reparação.
Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal validou o acordo firmado entre
Federação Brasileira de Bancos (Febraban), AGU, Banco Central, Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e Frente Brasileira Pelos Poupadores
(Febrapo) sobre os planos econômicos.
A adesão ao acordo é voluntária e também poderá ser feita
pelo site. Após o cadastro, que
deve feito pelos próprios poupadores ou seus representantes legais (advogados,
defensores públicos ou herdeiros), cada banco terá até 60 dias para analisar e
validar a documentação. Em caso de negativa do banco, o interessado pode
recorrer. De acordo com a AGU, com o mutirão, o prazo pode cair para até 15
dias.
Os poupadores têm até o dia 1º de março de 2020 para
aderir ao acordo, que equivale a dois anos após a homologação pelo STF. (Ag.
Brasil)
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