Mais
cem presos ligados a facções criminosas serão transferidos de unidades dentro
do sistema penitenciário cearense nesta quinta-feira (26), em decorrência da
onda de ataques que atinge o Ceará há sete dias. O número de transferências se
soma aos 150 detentos remanejados nesta quarta-feira, além de outros 257 internos no começo da semana, o que totaliza 507 presos realocados desde o início dos atentados.
Ao todo, o estado já contabiliza
85 ataques em Fortaleza, Região Metropolitana e cidades do interior. As ações
tiveram início no dia 20 de setembro. Segundo o secretário da Segurança do
Ceará, André Costa, a onda de violência é uma reação de detentos que querem a
volta de "regalias" nos presídios do estado. Até o momento, a polícia
capturou 74 pessoas suspeitas de envolvimento nos atos.
A transferência dos internos,
conforme o secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, busca
isolar os chefes de um grupo criminoso que coordena as ações criminosas sofridas no Ceará.
"De ontem para hoje foram
150 presos [transferidos]. Hoje devemos movimentar mais 100 detentos do
interior que estão diretamente ligados ao grupo que tem enfrentado o Estado. É
o trabalho de inteligência intensificado e posto em prática", afirmou o
secretário.
Fim
das 'regalias' - Segundo o secretário da Segurança do
Ceará, André Costa, detentos querem a volta de "regalias" nos
presídios do estado.
"Tem
um pequeno grupo de detentos trabalhando pra um grupo criminoso especificamente
e eles estão revoltados, querem o retorno das regalias, querem que volte a ter
visita íntima, querem que volte a ter tomada em cela. Por conta disso, eles
estão incomodados, estão fazendo essas ações nas ruas, pessoas ligadas a eles.
Essa é a motivação".
Além das transferências entre
unidades do sistema penitenciário do Ceará, dez chefes de facção criminosa
suspeitos de ordenar ataques no Ceará deverão ser transferidos para presídios federais. A
data das transferências e os locais para onde os detentos serão levados ainda
não foram divulgados pelo governo.
O Ministério da Justiça e
Segurança Pública (MJSP) já havia disponibilizado, na terça-feira (24), vagas no Sistema Penitenciário Federal para
esses internos que devem ser transferidos, apontados como chefes da facção.
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