As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
2019 foram todas impressas e metade delas já foi remetida aos locais de
aplicação. “Acabou o risco de não ter Enem”, enfatizou o ministro da Educação,
Abraham Weintraub. O Enem 2019 será realizado nos dias 3 e 10 de novembro, em
1.727 municípios brasileiros. Mais de 5 milhões de pessoas farão o exame em 14
mil locais de aplicação de provas.
Ao
todo, foram impressas 10,3 milhões de provas. A primeira remessa, de 408 mil
provas, foi enviada no dia 3 de outubro, para locais de difícil acesso do Pará
e Bahia. Outros malotes seguiram para Rondônia, Piauí, Pernambuco e Mato
Grosso. Os materiais estavam sob a guarda do 4º Batalhão de Infantaria Leve do
Exército Brasilieiro, em Osasco (SP).
Em
café da manhã com jornalistas, na manhã de hoje (10), o ministro ressaltou que
apesar dos problemas enfrentados com a gráfica neste ano, o cronograma está
sendo seguido e a prova está garantida. “Não teve problema nenhum com a
gráfica”, ressaltou Weintraub.
No
início deste ano, a empresa RR Donnelley, que era detentora do contrato para a
impressão do Enem, decretou falência. O Tribunal de Contas da União (TCU)
autorizou, em abril, a contratação de nova gráfica. Foi escolhida a Valid S.A., garantindo a
impressão das provas. A Valid era a gráfica seguinte na ordem de classificação
na licitação realizada em 2016.
Neste
ano, a contratação da segunda colocada foi autorizada pelo TCU para que a prova
pudesse ser impressa a tempo, segundo o ministro. Para 2020, será feita uma
nova licitação. O processo para a elaboração de novo edital está em andamento,
segundo o Inep.
Conteúdo - A
prova deste ano será focada em questões que avaliem objetivamente o aprendizado
dos estudantes, segundo o presidente do Inep, Alexandre Ribeiro Lopes. “A prova
foi produzida da mesma forma dos anos anteriores. O que houve foi uma
orientação para que [as questões] focassem na aprendizagem”, diz.
Após
polêmica envolvendo questões do Enem no ano passado, o Inep criou, no início deste ano, um grupo responsável por
"identificar abordagens controversas com teor ofensivo a segmentos e
grupos sociais, símbolos, tradições e costumes nacionais" e, com base
nessa análise, recomendar que tais itens não fossem usados na montagem do Enem
2019.
Lopes
afirmou que nem ele nem o ministro tiveram acesso às provas que serão aplicadas
em novembro.
Logística - Para
colocar o Enem de pé é necessária uma megaoperação de logística e
segurança. São 400 mil profissionais envolvidos em todo o processo da
avaliação. Só a operação de transporte dos malotes envolve 31 mil
colaboradores, a maioria, agentes de segurança pública. São 4,2 toneladas de
papéis, transportados em 3.746 contêiners levados em aviões, carretas e barcos.
(Ag. Brasil)
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