Maria Luisa recebeu apoio de uma coligação
que reunia diferentes partidos, incluindo a UDN (União Democrata
Nacional), partido conservador que se opunha às políticas de Getúlio Vargas,
o PSD (Partido Social Democrático), que também se opunha ao regime
varguista, e o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), de orientação
conservadora e que defendia o militarismo e o integralismo. Essa coalizão
garantiu sua vitória sobre os concorrentes à chefia do executivo municipal.
Em 25 de março de 1963, Maria Luisa foi empossada em uma cerimônia concorrida na Câmara Municipal, assumindo o cargo de prefeita. Seu mandato foi marcado por desafios e realizações, mas também por períodos de ausência, que levaram à sua renúncia em 1964. Ela foi substituída pelo então vice-prefeito, João Alberto Siqueira Campos, conhecido como Beto Lira.
Ao longo dos anos, Maria Luisa Carvalho Pontes é lembrada como a 29ª prefeita de Massapê, mas mais importante ainda, como a primeira mulher a ocupar esse cargo de forma democrática, eleita pelo povo.
Neste 1º de abril de 2024, marca não apenas os 60 anos desde o início da ditadura militar no Brasil, mas também os 60 anos desde a trágica renúncia da ex-prefeita Maria Luisa Carvalho Pontes, um momento que continua a ser lembrado na história do município de Massapê.
Pesquisador - Pedro Mariano.
Gratidão e respeito aos colaboradores da pesquisa. Estes são:
Livro "História de Massapê", escritor e historiador Tremal Naik.
Ex-Vereadora de Massapê - Francisca Francy Lima Silva
(*) Pedro Mariano - Membro da Academia Massapeense de Letras e Artes (AMLA), Acadêmico de Contabilidade, Pesquisador, Crítico Literário e Escritor de Artigos.


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