Assim como nos casos dessas condições, a ação
do coronavírus parece acelerar o envelhecimento cerebral e ampliar o risco de
desenvolvimento de problemas como diabetes, ataques cardíacos e derrames
cerebrais.
As semelhanças surpreenderam pelas diferenças
da origem de cada uma das infecções. A Covid-19 é uma doença viral, já a
esquizofrenia tem bases neirológicas e hereditárias.
Embora semelhantes na manifestação de
sintomas psiquiátricos, os processos são impulsionados por mecanismos
diferentes. A covid-19 tem impacto específico na neurotransmissão da
serotonina e a esquizofrenia afeta o ciclo das vesículas sinápticas.
Para chegar às conclusões, os cientistas
compararam padrões de proteínas nos cérebros de pessoas que morreram em
decorrência da covid-19, com pessoas diagnosticadas com esquizofrenia. As
informações foram coletadas em estudos prévios e bancos de dados científicos.
Com as descobertas promissoras, a pesquisa
abre as portas para investigações mais detalhadas a respeito das consequências
dessas condições. Esse processo pode levar a novas formas de tratamento e ao
avanço do conhecimento sobre os temas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS),
cerca de 21 milhões de pessoas em todo o mundo têm esquizofrenia, considerada
um transtorno mental grave. Já a chamada covid longa atinge entre 10 e 20% da população
que foi infectada pelo coronavírus. (Brasil de Fato)

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