Emendas
parlamentares são verbas previstas por lei no Orçamento anual da União. Pelas
regras, o governo libera os valores para parlamentares, que direcionam as
emendas para obras e projetos em seus estados. Desde 2023, o STF tem emitido
decisões para tornar esse processo mais transparente e com critérios mais
objetivos.
No Orçamento de 2025, estão previstos R$ 50 bilhões em emendas, que podem ser de vários tipos: individuais, de bancada ou de comissão.
Decisão do STF
Na decisão, proferida no âmbito da ADPF 854, Dino ordena que o TCU identifique
as emendas por estado e encaminhe as informações às superintendências da PF em
todo o país. O objetivo é que cada unidade da corporação instaure inquérito
policial sobre os recursos.
Segundo
o ministro, a ausência de registro fere regras de transparência que passaram a
ser obrigatórias após a decisão do STF de 2022 que considerou inconstitucionais
as chamadas “emendas de relator” (RP9), usadas no chamado “orçamento secreto”.
Dino
ressaltou que a execução das emendas deve respeitar limites constitucionais e
que desvios de finalidade podem configurar crime.
Principais medidas da decisão de Flávio Dino:
TCU
deve identificar as emendas por estado e enviar dados às superintendências da
PF;
AGU e ministérios devem elaborar cronograma de análise das prestações de contas
das emendas de 2020 a 2024;
Controladoria-Geral
da União realizará auditoria sobre repasses à Associação Moriá, alvo de
denúncias de irregularidades;
Bancos
públicos (Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste) devem criar contas
específicas para cada emenda, proibindo transferências para contas de passagem
ou saques em espécie;
A
partir do Orçamento de 2026, repasses de emendas individuais deverão ser feitos
via Ordem de Pagamento da Parceria (OPP), ampliando a rastreabilidade dos
recursos.
(JB)

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