Evolução dos
números
A diferença entre aprovação e desaprovação, que chegou a 17 pontos em maio (57%
contra 40%), caiu para apenas 5 pontos. A avaliação positiva do governo Lula
cresceu especialmente no Nordeste, onde subiu de 53% para 60%. No Centro-Oeste
e Norte, o índice passou de 40% para 44%. Já no Sudeste, embora tenha havido
melhora, a desaprovação ainda supera a aprovação: 55% contra 42%. No Sul, a
desaprovação segue em 61%, enquanto a aprovação oscilou de 35% para 38%.
Perfil do
eleitorado
Entre os homens, a diferença negativa para Lula caiu nove pontos em relação ao
mês anterior. Nas mulheres, o cenário é de empate técnico, com 48% de aprovação
e 49% de desaprovação.
Por faixa etária,
a maior mudança ocorreu entre os brasileiros com 60 anos ou mais: 55% aprovam e
42% desaprovam. Entre jovens de 16 a 34 anos, a rejeição caiu de 58% para 54%,
enquanto a aprovação subiu de 38% para 43%.
Na análise por
escolaridade, o governo melhorou sua avaliação entre pessoas com ensino
fundamental completo ou menos, alcançando 56% de aprovação. Por outro lado, a
rejeição avançou entre os que possuem ensino superior, chegando a 56%.
No recorte por
renda, os mais pobres (até dois salários mínimos) ampliaram a aprovação de 46%
para 55%, enquanto a desaprovação caiu de 49% para 40%. Já entre os mais ricos
(acima de cinco salários mínimos), 60% seguem desaprovando a gestão.
Religião e
programas sociais
Os católicos voltaram a aprovar mais o governo: 54% contra 44%. Entre os
evangélicos, 65% ainda desaprovam, embora tenha havido recuo em relação a julho
(69%).
O índice de
aprovação entre beneficiários do Bolsa Família subiu de 50% para 60%, enquanto
a desaprovação caiu de 45% para 37%. Entre os não beneficiários, 54% desaprovam
e 43% aprovam.
Impacto do
tarifaço de Trump
O levantamento também investigou a percepção sobre as tarifas impostas pelos
Estados Unidos a produtos brasileiros. Para 51% dos entrevistados, a medida tem
motivação política de Donald Trump, enquanto 23% acreditam que se trata de
defesa de interesses comerciais. Outros 64% avaliam que o tarifaço vai
encarecer os alimentos no Brasil.
A pesquisa aponta
ainda que 71% consideram errado o presidente americano impor tarifas sob o
argumento de perseguição a Jair Bolsonaro (PL). Além disso, 77% acreditam que
as medidas irão prejudicar suas vidas. A maioria dos brasileiros (67%) defende
que o Brasil negocie uma saída para a crise, enquanto apenas 26% defendem
retaliar os Estados Unidos com novas taxações.
Avaliação
geral
Na avaliação geral do governo, 31% classificaram a gestão Lula como positiva,
39% como negativa e 27% como regular. A pesquisa Quaest, encomendada pela
Genial Investimentos, foi realizada entre 13 e 17 de agosto, com nível de
confiança de 95%.
(JB - Por Guilherme Levorato)

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