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Que curiosidade traz a palavra aula?
A
palavra aula significava antigamente palácio, corte, assim como áulico, ainda
hoje, significa cortesão, palaciano. Como veio a tomar o sentido que hoje
possui, qual seja o de lição de uma disciplina?
É que antigamente os filhos dos nobres eram educados nos palácios, nas cortes. Tanto bastou para que a palavra acabasse tomando tal sentido.
Televisar ou
televisionar?
Ambas corretas, a
exemplo de supervisar e supervisionar. Muitos dicionários apontam a primeira
forma como preferível. Gostaríamos de saber baseado em quê. Televisionar é
palavra muito bem formada, apesar de híbrida: vem do grego: tele (longe)
e do latim: vísio, visionis (visão). Os que
defendem verbalmente a forma televisar argumentam que, ao se
retirar a terminação - ão, tem-se televis -;
acrescentando-se o sufixo verbal - ar, ocorre televisar,
e não televisionar. Mas o raciocínio não nos parece muito acertado. Fosse
assim, teríamos, então, os verbos questar (e não questionar), adiçar (e não
adicionar), sançar (e não sacionar), coleçar (e não colecionar). Portanto, se o
leitor usar televisionamento em vez de televisamento, estará não só usando o
rigorosamente correto, como também o mais usual. Que a imprensa
falada, escrita e televisionada faça o registro!
Medicamento e
remédio são a mesma coisa?
Não. Medicamento é qualquer droga ou
substância aplicada em alguém como remédio. Remédio é tudo o que serve para aliviar ou curar um mal.
Uma boa massagem é um remédio para o desgaste físico, assim como um banho, depois de uma longa ou dura jornada de trabalho. Observe que todo medicamento é remédio, mas nem todo remédio é medicamento.
O diabetes ou a diabetes?
Em
Portugal, a forma correta é a feminina a diabetes. A 14 de novembro assinala-se
o Dia Mundial da Diabetes. No Brasil, também é aceito o masculino: o diabetes.
Esta palavra provém da forma masculina grega diabetes, mas generalizou-se na
Língua Portuguesa sob a forma feminina. Em Portugal: a diabetes; No Brasil, o
diabetes ou a diabetes.
Personagem (gênero)
O gênero da palavra
personagem ainda não está firmado, encontrando-se tanto no
masculino quanto no feminino. Etimologicamente, provindo de
“personaticum” pode ser feminino; mas analogicamente, isto é, por
pertencer, ao grupo dos nomes terminados em “agem”, foi primeiro masculino: O
personagem, o viagem, o linguagem; passou depois ao feminino.
Atualmente fazem a concordância de gênero siléptica, isto é, com o nome oculto a que se refere: O personagem, se se referir a homem: A personagem, se se referir a mulher. Eu, particularmente só emprego a palavra como feminino (a personagem, para ambos os sexos), pois, os gramáticos consideram o personagem, como francesismo.
Gigante (tem feminino?)
Tem.
Giganta (mas só o substantivo). Exs.: Quando começou a crescer, na
adolescência, ela se tornou uma giganta; Hortência diz que seu sonho é ser uma
giganta do automobilismo mundial; Essa mulher foi uma giganta na defesa da
democracia. É bom lembrar que como adjetivo é invariável. Ex.: Homem gigante;
mulher gigante.
(*) Professor Antônio
da Costa é graduado em Letras Plenas, com Especialização em Língua Portuguesa e
Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Contato:
(088) 99373-7724.
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