Quanta cearensidade!
Certa vez, estando na frente de um Colégio público local, perguntei a um grupo de estudantes ali presentes se eles sabiam da existência do Dia do Ceará. E fui mais adiante: Saberão, por acaso, quais as cores da bandeira do nosso Estado?
Eu já suspeitava do desconhecimento, o que se confirmou com outra as pérolas que vieram a seguir. Em tom quase uníssono disseram indagando: “E existe essa data comemorativa?” Quanto às cores da Bandeira do Ceará, apenas dois arriscaram: preto e branco. Deduzi serem torcedores do Ceará Sporting Club, tradicional time do futebol cearense conhecido como Alvinegro de Porangabussu; Glorioso; O Mais Querido; O Time do Povo; Vovô e Vozão.
O pequeno episódio deixa transparecer que ainda está muito lento o processo de conscientização cidadã da população e das autoridades. Parecem ignorar o fato de que é imprescindível que cada povo necessita inteirar-se mais da sua própria história. Ignoram que somente conhecendo bem o passado se pode compreender melhor o presente, a fim de projetar melhor ainda o futuro.
E mais: Essa é a melhor forma de fazer-se respeitar, já que o cidadão fica munido de subsídios para rebater críticas, divulgar mais a verdade e desmistificar inverdades. Enfim, é a única forma de adquirir embasamento para contra-argumentar em qualquer situação.
É lamentável observar-se que ainda persiste, da parte da maioria de pais e educadores, uma grande dívida para com as crianças e jovens quanto ao ensino da história do seu torrão natal. E é falha nacional, uma vez que o mesmo ocorre em quase todos os municípios brasileiros.
Infelizmente ainda está adormecido o interesse para a implantação de uma disciplina específica sobre a história local no currículo e com razoável frequência. A garotada desvenda as galáxias e os países mais distantes (Isso é bom!), mas pouco ou nada sabe sobre a cidade em que vive (Isso é mau, muito mau!).
Como, então, culpar os jovens se o desinteresse ou a ignorância parte exatamente de quem poderia e deveria mudar essa triste realidade?
Que cada um de nós (adultos) faça seu mea-culpa. E tente fazer algo para inverter o quadro.
Finalizando, para quem também não sabe, comemora-se o Dia do Ceará em 17 de janeiro. E branco, amarelo e verde são as cores da bandeira do nosso Estado.
Dia do Ceará?
17 de janeiro faz parte do calendário oficial de eventos do Estado por meio da lei nº 13.470, de 18.05.2004. Esse documento instituiu a data comemorativa que referencia o dia em que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco, em 17.01.1799. A emancipação do Ceará foi garantida por Carta Régia assinada pela Imperatriz de Portugal, D. Maria I, em virtude do crescimento populacional e econômico que a antiga capitania do Ceará apresentava em 1799.
Comemoração
A Lei estadual determina a realização anual de um evento oficial em Aquiraz, primeira capital do Estado, por ocasião da data. Além disso, órgãos e entidades da administração estadual, assim como as escolas da rede pública estadual de ensino, devem promover o Dia do Ceará.
Hino
No âmbito do Ceará, o Decreto Nº 27.155, de 31.09.2003, assinado pelo então governador Lúcio Alcântara, também torna obrigatória a execução do Hino do Estado. Atentem: uma vez por semana, nas escolas públicas da rede estadual. Só que a maioria de professores e diretores nem sabem disso. Ou, se sabem, não estimulam a meninada a cantar o Hino do Ceará, de autoria de Thomaz Lopes e Alberto Nepomuceno.
Dia da Bandeira
Você sabia que em 1º de dezembro se comemora o Dia da Bandeira do Estado do Ceará? A data foi instituída pela Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE) através da Lei Nº 14.020, de 10.12.2007. O objetivo é homenagear o símbolo cearense que foi adotado em 25 de agosto de 1922, contendo um losango amarelo com o brasão do estado em um fundo verde, conforme a legislação estadual atual.
Entenda
Criada pelo comerciante João Tibúrcio Albano, filho do Barão de Aratanha. O verde e o amarelo da bandeira cearense simbolizam as matas e as riquezas minerais. Já a capital Fortaleza, o cearense e o extrativismo vegetal são representados pelo farol, a jangada e a carnaúba, respectivamente.
Bons
costumes
Não se pode negar que a pandemia e a gripe implantaram alguns hábitos saudáveis, como o de reforçar a higiene (lavar as mãos, os alimentos, usar máscara, etc.). Que continuemos assim quanto à maioria dessas ações, mas que não para a hipocondria.
Maus
costumes
Por outro lado, é bom atentar para o fato de que o isolamento exagerado e sem fim ocasiona outros problemas. Aproveitando a onda, estabelecimentos comerciais (farmácias, especialmente) oficializaram a cobrança obrigatória de taxa de entrega. E tem deles que exageram no valor. Antes não cobravam, cobrar agora por quê? Concorrentes que vêm abrindo mão da taxa estão lucrando e ganhando clientes.
Pérolas
do Rádio
Disse um
radialista: “Já, já fala da agressão a gargalho de garrafa, pois está me dando
até ‘cosca’ na língua para falar desse caso”.
Não erre também: GARGALHO: É escarro grosso que se expele com dificuldade. GARGALO: É o popularmente conhecido pescoço da garrafa. Também não é “Cosca”, nem “Córsega” (França). Na frase acima o correto é CÓCEGA. E quando o colega diz que “o bandido matou a gargalhadas”!!! Se não fosse tão trágico daria até para gargalhar de verdade (rir de forma barulhenta).
DOMINGO
NA EDUCADORA FM 107,5 - SOBRAL-CE
ÁUDIO: https://l.radios.com.br/r/12869
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Neste domingo (18), das 10h30 às
12h30, PROGRAMA ARTEMÍSIO DA COSTA, com notícias, curiosidades, entrevistas,
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bioquímico e escritor, Dr. DAVI HELDER VASCONCELOS, que falará sobre diabetes,
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UM DOMINGO ABENÇOADO E DIVERTIDO!
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