- Obesidade
- Diabetes
- Hipertensão arterial
- Consumo regular de
frutas e hortaliças
- Consumo de
refrigerantes ou sucos artificiais
- Prática de atividade
física
- Hábitos de sono
De acordo com o ministério, a prevalência de excesso de peso em adultos aumentou
de 42,6% em 2006, quando o levantamento começou a ser realizado, para 62,6% em 2024.
Apesar dos números negativos com relação ao peso, houve
um aumento na prática de atividade física moderada – ao menos 150 minutos
semanais – no tempo livre nesse período. Em 2024, 42,3% dos
entrevistados afirmaram ser ativos, porcentagem que
chegava somente a 30% em 2006.
Panorama das doenças crônicas
O levantamento também detalha a situação de algumas
doenças crônicas entre a população brasileira.
O diagnóstico de diabetes em adultos, por exemplo, chegou a 12,9% em 2024.
O número é mais do que o dobro do apresentado no primeiro ano da pesquisa,
quando a doença atingi apenas 5,5% da população.
"Esse resultado tem a ver
com mais diagnósticos sendo feitos [...] mas também acende um alerta para a
gente prevenir e cuidar da população com diabetes", analisa Letícia
Cardoso, diretora do Departamento de Doenças Não Transmissíveis do Ministério
da Saúde.
Com relação à hipertensão arterial, o aumento da prevalência foi menor,
passando de 22,6% em 2005 para 29,7% em 2024.
Hábitos alimentares
Mesmo com aumento nos índices de sobrepeso e obesidade, o
brasileiro tem se alimentado melhor, indica o Vigitel.
Cardoso destaca que o Guia Alimentar para a População
Brasileira destaca a importância da ingestão de alimentos minimamente
processados e in natura como essenciais para a manutenção de uma vida saudável.
E, nesse contexto, a pesquisa também trouxe uma boa
notícia: o brasileiro reduziu o
consumo de regular de refrigerantes. A porcentagem chegava a
30,9% em 2007 e diminuiu para 16,2%
em 2024.
"Nos chama atenção os dois
últimos anos, com um leve aumento desse consumo. Então a gente precisa estar
sempre atento e reestruturar a ações para seguir diminuindo o consumo regular
de refrigerantes", alerta Leticia Cardoso.
O sono do brasileiro
De forma inédita, a pesquisa trouxe um levantamento sobre
o sono do brasileiro, com o panorama nos diferentes estados do país.
Segundo o Vigitel, 20,2% dos adultos nas capitais brasileiras afirmaram dormir menos de seis
horas por noite.
Além disso, 31,7% têm pelo menos um dos sintomas de insônia, sendo a
prevalência maior em mulheres (36,2%) do que em homens (26,2%).
Leticia lembra que a qualidade do sono é um fator importante que influencia no desenvolvimento de doenças crônicas.
"O sono em boa duração e qualidade protege a saúde em termos de funcionamento do corpo, ganho de peso e saúde metabólica", afirma.

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