Na tradição católica, encíclicas são os textos mais importantes a
constituir o magistério de um papa. É uma carta dirigida aos bispos e aos
fiéis, em que o líder da Igreja expõe o corpo doutrinário do catolicismo. Leão
14, portanto, não só consolida sua visão sobre o tema — que tem aparecido de
forma recorrente desde que ele foi eleito sumo pontífice — como demonstra que
as preocupações com o impacto da tecnologia na dignidade humana devem ser a
tônica de seu papado. É praticamente um cartão de visitas.
"É um documento sobre a defesa da dignidade humana no contexto da sociedade da inteligência artificial", resume o vaticanista Filipe Domingues, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, e diretor do Lay Centre, também em Roma. "A Igreja, quando fala sobre esses temas, traz para o centro o princípio mais básico que é o personalista, ou seja, da pessoa humana. O ser humano no centro e finalidade de todos os processos."
O texto que inaugura o magistério de Leão 14 tem
105 páginas e apresenta-se como um apelo do religioso pela proteção da
humanidade, pela promoção da verdade, pela dignidade do trabalho, pela justiça
social e pela paz – em tempos de uma revolução tecnológica precipitada pela
inteligência artificial.
O vaticanista Filipe Domingues explica que, na
visão católica, o ser humano, por ser "criado à imagem e semelhança de
Deus" tem como valor intrínseco e absoluto a dignidade.
É nesse sentido que Leão reflete sobre a
inteligência artificial: o papa entende a tecnologia como um instrumento, mas
não um ente criativo; e, principalmente, vê a ferramenta como algo que precisa
estar a serviço da humanidade, e não o contrário.
"A humanidade — em toda a sua grandeza e em
todas as suas feridas — jamais deve ser substituída ou superada", afirma
Leão. O papa frisa que o amor e as relações humanas são essenciais às pessoas.
Logo na abertura, o papa diz que a humanidade
"enfrenta hoje uma escolha decisiva". A dicotomia seria, na visão de
Leão, construir uma nova Torre de Babel ou "edificar a cidade na qual Deus
e a humanidade habitam juntos".
A seu modo e em um contexto próprio, Leão recupera
uma imagem que era muito cara ao seu antecessor, Francisco (1936-2025): o alerta sobre a
necessidade de construirmos pontes em vez de muros.
Mas o principal diálogo trazido pela Magnifica
Humanitas é com a Rerum Novarum do Leão antecessor
— Leão 13 (1810-1903) publicou há exatos
135 anos aquela que é considerad a primeira encíclica social da Igreja.
Magnifica Humanitas parte do princípio de que a tecnologia não é "uma força
antagonista à humanidade", tampouco "intrinsecamente má". A
questão trazida — e aí está o problema, na visão do papa — é que ela
"nunca é neutra", já que "assume as características daqueles que
a concebem, financiam, regulam e utilizam".
O papa clama, diante disso, que a tecnologia seja
construída sempre "para o bem comum" e com a preocupação de que as
pessoas permaneçam "humanas".
Mas o papa não se limita à seara digital. Ao traçar
um histórico diacrônico da doutrina social da Igreja, ele defende a dignidade
humana como um princípio fundamental e os direitos humanos como fundamentos
invioláveis — neste ponto, Leão enquadra o aborto provocado, o assassinato de
inocentes e a eutanásia como escolhas que o catolicismo considera
"gravemente erradas".
Leão cobra mais reconhecimento aos direitos das
minorias e pede "decisões concretas" sobretudo para que haja
igualdade de gênero com maior participação de mulheres nas leis, no trabalho,
na educação e na política.
Em um mundo fragmentado por guerras simultâneas,
Leão afirma que "qualquer tentativa ou plano para eliminar ou subjugar uma
nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável".
Leão afirma que "a revolução digital está
mudando a natureza dos conflitos" e que a decisão sobre a vida e a morte é
cada vez mais impessoal. "A inteligência artificial não remove a
desumanidade intrínseca do conflito; ao contrário, pode apenas acelerar os
conflitos e torná-los mais impessoais, reduzindo o limiar para o recurso à violência,
transformando a defesa em previsão de ameaças e reduzindo as vítimas a
dados", escreve.
Preocupa-se com o mundo que vê os conflitos bélicos
como "instrumento da política internacional" e com o cenário de
rearmamento dos países. Para o papa, a paz já não vem sendo entendida como um
objetivo a ser construído — tornou-se apenas um intervalo entre guerras.
Ele também lembra dos imigrantes e dos refugiados.
Para Leão, a maneira como uma sociedade trata os estrangeiros "revela se
seu senso de justiça é movido pelo medo ou pelo espírito de fraternidade".
O papa pede não só uma postura de acolhimento dos que imigram como também a
promoção do "direito de permanecer" em sua terra natal com segurança
No âmbito da tecnologia ele alerta contra a
concentração de controle nas mãos de poucas empresas, alegando que é preciso
seguir o princípio do "destino universal dos bens". Para o papa, a
revolução digital não pode excluir e precisa ser inclusiva.
O papa afirma que na era digital, a doutrina social
exige o acesso mais justo às oportunidades e proteção aos vulneráveis.
Discursos de ódio e desinformação precisam ser combatidos. E as tecnologias
precisam ter supervisão pública, regulamentação, "para que o princípio
orientador não seja apenas o lucro, mas a dignidade de cada pessoa e o bem
comum de todos".
Na encíclica, fica claro que o papa comunga da
mesma preocupação que já aparecia em Francisco: o fato de que a humanidade
atravessa um paradigma tecnocrático em que as escolhas são regidas pela
eficiência e pelo lucro. Para ele, a inteligência artificial precisa estar sob
vigilância — ela pode até imitar e simular o modus operandi de uma pessoa, mas
não tem consciência moral, empatia nem capacidades afetivas, relacionais ou
espirituais.
Para o pontífice, o desenvolvimento tecnológico
precisa obedecer a um arcabouço jurídico, políticas adequadas e supervisão — e
os usuários têm de ser educados para este cenário. Leão defende um código de
ética coerente com a justiça social. "Não basta ter uma inteligência
artificial mais moral se a moralidade for determinada por poucos",
enfatiza.
Ele também se preocupa com o impacto ambiental
dessas novas tecnologias.
"A pergunta que orienta todo o o texto é o que
a gente realmente quer construir: a Torre de Babel de um lado, a confusão e o
caos geral porque o objetivo não é honesto. De outro lado uma coisa feita com
calma, com paciência, com atenção aos princípios", analisa Filipe
Domingues.
"É um texto puramente de doutrina social da
Igreja", acrescenta o vaticanista. "Não é uma encíclica sobre inteligência
artificial, mas uma encíclica sobre a dignidade humana na era da inteligência
artificial."
Digital e social
Ao escolher a temática, Leão 14 se insere na
tradição católica iniciada por aquele papa de quem ele emprestou o nome. Leão
13, com a encíclica Rerum Novarum, publicada 135 anos atrás,
inaugurou oficialmente a chamada doutrina social da Igreja.
Professor na Universidade de Illinois
Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, o jornalista Alexandre Gonçalves acredita
que a primeira encíclica tem o peso de funcionar como "um programa para o
pontificado".
Nesse sentido, ele — que tem estudado as
implicações da inteligência artificial na sociedade contemporânea — vê em Leão
o desejo de "integrar à Igreja" o tema mais atual do mundo da
tecnologia.
"Ele traz a centralidade da doutrina social da
Igreja neste momento de transformação muito drástico que o mundo atravessa, no
qual a inteligência artificial tem um papel nas transformações", comenta
Gonçalves. Na visão do jornalista, o papa cobra que a tecnologia contribua
"para o florescimento humano", e não "para a destruição".
Autora do recém-lançado livro De Gutenberg
a Zuckerberg: A Jornada das Imagens e a Transformação da Comunicação, e
pesquisadora no Centro de Estudos Logo-imagéticos Condes-Fotós, a jornalista
Mariana Mascarenhas ressalta que "quando o líder da Igreja Católica se
posiciona sobre os impactos da inteligência artificial" o alerta ganha
"enorme relevância".
"Não se trata de condenar a tecnologia ou de
defender sua rejeição, mas de convidar a sociedade a refletir sobre os limites,
as consequências e os riscos envolvidos no processo", salienta ela.
"O papa chama a atenção para a necessidade de
consciência crítica diante dessas transformações. É um apelo para que a
humanidade não apenas acompanhe a evolução tecnológica, mas também preserve
valores humanos fundamentais", analisa Mascarenhas.
Novidade
"É um tema novo no magistério da Igreja",
sinaliza Domingues. Ele compara a importância que foi, por exemplo, quando
Francisco publicou a encíclica Laudato Si e, pela primeira
vez, trouxe a preocupação ambiental como tema central de um documento dessa
magnitude.
"De forma parecida, há um pioneirismo",
analisa ele. E vê ainda a raridade de isso ter sido incorporado pela Igreja de
"forma rápida". O vaticanista reconhece que, em geral, o Vaticano
demora para embarcar em discussões contemporâneas — o que não ocorre neste
caso, já que o assunto tem sido amplamente discutido na sociedade atual.
O papa, segundo explica Domingues, desloca o debate
para o prisma ético: a tecnologia é um bem, já que vem da inteligência humana,
mas ao mesmo tempo "precisa ser governada pelo ser humano, não pode
governar".
"No contexto intraeclesial, chama a atenção
que a Igreja está respondendo ao problema da inteligência artificial no momento
em que as coisas estão acontecendo, quase se adiantando à pesquisa científica e
tecnológica", diz o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, ex-coordenador
do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUC-SP). "Normalmente, ela só emitia juízos sobre teorias e avanços das
ciências depois que esses avanços estivessem consolidados, para evitar ter que
se corrigir no futuro."
Segundo ele, não se trata de pressa, mas de
necessidade. Demorar demais, afinal, se tornou inviável, "dado a
velocidade dos acontecimentos em nosso tempo". "Então a Igreja está
se esforçando para encontrar um discernimento adequado não só em relação aos
fatos consumados, mas também ao processo no qual esses fatos são gerados",
afirma o sociólogo.
Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie,
o teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes explica que a teologia cristã
ostenta "dois polos importantes". De um lado, a propalada
"verdade considerada eterna do cristianismo", ou seja, os pilares da
própria fé. De outro, o grupo que "recebe essa mensagem", a sociedade
em si.
Ao mergulhar na seara da inteligência artificial,
portanto, Leão demonstra estar antenado com o que ocorre de mais atual nessa
sociedade. "Ele está dizendo que a Igreja de fato está no século 21",
analisa Moraes.
"A importância está nisso: para dizer 'a
verdade eterna do cristianismo' neste século 21, é preciso dialogar com assuntos
relevantes e importantes como a inteligência artificial é hoje", sintetiza
o teólogo.
"Leão se preocupa muito com o aspecto
humano", salienta Moraes.
No discurso do papa, ressalta ele, vem a cobrança
do olhar social — afinal, a tecnologia afeta empregos, relações humanas e
influencia nos dilemas éticos. "O papa se mostra extremamente
contemporâneo e coerente", afirma.
Para Ribeiro Neto, a encíclica resulta do
"discernimento que resgata o fator humano em meio a uma sociedade cada vez
mais tecnológica e pragmática". "Vivemos tempos nos quais a lógica de
mercado, os poderes econômicos e políticos parecem gerir a vida sem nenhum
compromisso ético", comenta. "Depois de séculos de desenvolvimento
humanista, a sociedade parece dominada por um realismo cínico que nega qualquer
ideal humanista."
Nesse contexto, a Igreja oferece uma voz "que
julga a realidade a partir de um 'amor social'", argumenta o sociólogo.
"E reafirma o valor da pessoa, mesmo quando o poder parece dizer o
contrário", explica.
Especialista em inteligência artificial e professor
de programação, o empresário de tecnologia Rafael Medeiros tem acompanhado os
debates promovidos pela Igreja quanto às balizas éticas do setor. "O papa
propõe uma discussão mais ampla", afirma. "A Igreja busca discutir o
tema a partir da moral, da ética, da felicidade e do bem comum. Isso tem um
peso relevante."
"A encíclica é um texto relevante a todos, não
apenas aos católicos. É uma reflexão interessante sobre o assunto",
argumenta Medeiros.
Para Medeiros, a inteligência artificial impacta em
todas as camadas sociais, acarretando consequências na vida prática de todos. E
isto torna o assunto mais urgente para o Vaticano. "São muitas coisas
boas, mas também o aumento dos riscos de desinformação, demissões em massa e outros
problemas", avalia.
"O papa alerta sobre os riscos, mas se
posiciona de forma otimista. Não se trata de parar os avanços tecnológicos, mas
sim direcioná-los para o uso do bem", afirma Medeiros.
Entre os problemas levantados por Leão está o
oligopólio, ou seja, o controle dessa tecnologia nas mãos de poucas empresas
dominantes — de certa forma, isso significa uma influência muito grande na
humanidade concentrada em um grupo pequeno de empresários.
Outra preocupação é sobre como a inteligência
artificial está impactando na relação entre as pessoas — e das pessoas com a
realidade. "Ele quer evitar bolhas e também a autorreferencialidade",
analisa Medeiros.
Leão também tem insistido sobre os riscos do uso de
inteligência artificial em contexto de guerra;. "Há uma preocupação com a
criação de exércitos de humanoides, capazes de promover a aniquilação dos
inimigos", pontua Medeiros. Ao mesmo tempo, se esses robôs forem dotados
de uma "inteligência", eles poderiam, em tese, assumir o controle de
verdadeiros empreendimentos colonizadores, comenta o especialista.
Outro aspecto abordado constantemente pelo papa é
como a tecnologia influencia na própria cognição. Cada vez mais as pessoas não
usam mais o intelecto, delegando para os computadores e celulares atividades
corriqueiras que antes demandavam raciocínio e consciência inteligente.
"Ninguém se lembra mais do número do telefone de ninguém, ninguém mais
sabe se deslocar pela cidade sem um aplicativo", enumera Medeiros. "A
atividade cognitiva foi terceirizada."
Leão demonstra também preocupação com o aumento do
desemprego, à medida que mais e mais a tecnologia acaba suprindo a necessidade
de mão de obra humana.
Por fim, o papa tem cobrado uma maior
regulamentação para as empresas de tecnologia, com o intuito de proteger a vida
das pessoas das implicações negativas do uso de redes sociais e serviços de
inteligência artificial.
A jornalista Mascarenhas observa três pilares
defendidos pelo papa na discussão: responsabilidade, cooperação e educação.
"Responsabilidade por parte das empresas, dos desenvolvedores e dos
usuários", destaca ela. "Cooperação entre sociedade, instituições e
governos para estabelecer limites éticos. E educação midiática e digital para
que as pessoas possam utilizar a tecnologia de maneira consciente."
Doutrina social revisitada
Há ainda um simbolismo. Leão 14 já declarou que
escolheu para si este nome em alusão a Leão 13. Exatamente 135 anos atrás, este
publicou a encíclica Rerum Novarum, considerada o marco inicial da
chamada doutrina social da Igreja — ou seja, quando o Vaticano se volta para
questões inerentes à vida em sociedade, não se limitando aos aspectos
teológicos.
Na época, o cenário era de pós-revolução
industrial, e o papa apontava para uma terceira via possível entre o
capitalismo selvagem e o socialismo materialista — ele cobrava uma sociedade
mais justa.
Leão 14 busca ser a voz cristã no atual contexto
que também traz implicações sobre o mundo do trabalho e das relações humanas:
no caso, a revolução tecnológica impulsionada pelas plataformas de inteligência
artificial.
"Leão 14 quer participar dessa tradição da
doutrina social e acredita que a Igreja de novo pode centrar a reflexão na
dignidade da pessoa humana com o objetivo de influenciar os modelos que vão ser
adotados para regular as novas tecnologias e as relações de trabalho, as
relações políticas e as relações sociais", diz Gonçalves.
"Se a gente pensar que a inteligência
artificial interfere em setores produtivos de todo o mundo e pode desencadear
uma série de demissões, mas também pode abrir novas fronteiras e novos campos
de trabalho, há, sim, um paralelo entre esta encíclica e a Rerum
Novarum", comenta Moraes.
Magnifica Humanitas, contextualiza Ribeiro Neto, "se inscreve numa tradição na qual as
encíclicas papais são resposta imediata a uma sociedade cada vez mais em
crise".
Matemático por formação e nascido nos Estados
Unidos, não é de se espantar que Robert Francis Prevost, o papa Leão 14, fale a
mesma língua dos cientistas da computação que comandam os rumos das chamadas
big tech. E ele parece querer usar essa carta para não só influenciar no debate
contemporâneo como para se posicionar de uma forma humana, humanizada e
humanitária nesse cenário de revolução digital.
De acordo com levantamento feito pela reportagem, o
papa aborda o tema da inteligência artificial em manifestações públicas pelo
menos duas vezes por mês.
Dois dias depois de ter sido eleito, em seu
primeiro discurso aos cardeais, ele mencionou que o cenário de inovações
tecnológicas cobra dos religiosos "respostas cristãs".
Em junho do ano passado, Leão mandou uma carta aos
participantes da segunda conferência anual sobre inteligência artificial,
ocorrida em Roma. O texto era otimista quanto aos "horizontes"
abertos pela tecnologia mas exigia consciência acerca das "questões
preocupantes" decorrentes dos avanços.
No segundo semestre, o Vaticano sediou um seminário
chamado Rerum Novarum Digital, com cerca de 50 especialistas no tema. A ideia,
de acordo com o texto oficial divulgado pela Santa Sé, era "fomentar o
diálogo" e também "compartilhar experiências".
No cerne das preocupações, estava a busca de
contribuições "para o uso responsável, ético e centrado no ser humano da
inteligência artificial". Participaram professores de instituições
renomadas como a Universidade de Columbia e o Instituto de Tecnologia de
Massachusetts — o Brasil foi representado pelo professor Nestor Caticha, da
Universidade de São Paulo.
A aproximação do Vaticano ao mundo da tecnologia
não parece ser uma via de mão única. Da apresentação da encíclica, na manhã
desta segunda, participou o bilionário canadense Christopher Olah — um dos
fundadores da empresa norte-americana Anthropic, umas das gigantes do mundo da
inteligência artificial. Para Domingues, a presença do executivo demonstra como
o Vale do Silício "está levando a sério aquilo que a Igreja está
fazendo" pelo debate.
Para Ribeiro Neto, a presença do empresário
demonstra "capacidade real de diálogo com a cultura de nosso tempo".
"A Anthropic tem procurado se diferenciar, no mercado de inteligência
artificial, como uma desenvolvedora que busca ter responsabilidade ética. E o
Vaticano valoriza, convidando alguém ligado a ela, os empreendedores que tem
responsabilidade social", ressalta o sociólogo.
(Fonte:
BBC)




Nenhum comentário:
Postar um comentário