Divinamente, Mães!
E
amanhã transcorre mais um dia das Mães, data que, para muitas delas nem há
motivos para comemorar, haja vista o momento difícil que o País enfrenta. Por
exemplo, que motivação têm para festejar sua data as mães que se sentem
impotentes para oferecer pelo menos o essencial a seus filhos (alimentação
adequada, moradia digna, lazer sadio, etc.)?
Como
sentir alegria, se veem muitos de seus filhos sendo consumindo pelas drogas ou
se tornando vítimas da violência reinante?
Como
juntar os filhos e comemorar, se algumas dessas mães, de corações partidos, os
estão mandando para a cadeia, numa tentativa desesperada de salvá-los da morte
prematura ou visando escapar de morrer nas mãos deles?
Como
comemorar seu dia aquelas mamães que, por ignorância ou de propósito, proíbem
de vir ao mundo o filho já gerado?
Como
ter um feliz dia das Mães se muitas delas estão vendo suas filhas (também virarem
mães de forma precoce) e serem maltratadas e até assassinadas?
Como
comemorar a data, se muitas mães já perderam a esperança de resolver todos
esses problemas; se não têm para quem apelar, uma vez que os governos têm
funcionado mais como um mau padrasto?
Ainda
bem que ainda observamos mamães que recebem as mais belas, merecidas e sinceras
homenagens dos filhos, algo digno de imitação. Outras há, ainda, que, apesar de
não terem as mesmas desmotivações, deparam-se com algo que também massacra
muito. Trata-se do sentir o valor do amor dedicado aos filhos ser equiparado ao
preço de um presente, que se compra em qualquer loja.
É
claro que, quando se pode ofertar, um agradinho material não faz mal e até faz
parte da comemoração. Mas jamais será o essencial. Portanto, resumir toda a
gratidão apenas nele, ou seja, apenas dar um presente, é subavaliar
demasiadamente tudo o que uma mãe dá espontaneamente a vida inteira.
Infelizmente isso
decorre de propósito mercantilista dos que transformaram em datas
estritamente comerciais o Natal, dia das Mães, dos Pais, dos Namorados, das
Crianças, dentre outras. Converteram-nas em ocasiões em que as pessoas são
convencidas a apenas dar presentes. Só isso! É imposição da gula do comércio,
que visa unicamente lucrar cada vez mais. O real significado da homenagem é
deixado de lado. Mas nunca é tarde para se questionar tal malefício. Ainda é
perfeitamente possível inverter essa situação, dizendo NÃO a esse propósito.
Vítima
disso, muita gente ainda se questiona sobre o que vai dar ou dizer à mãe nesse
domingo. Ainda não se apercebeu de que o melhor presente ainda é “estar
presente”. A presença, sim, isso é o essencial, e não custa nada.
Aqueles
que não podem comprar o presente, mas cuidam de estar sempre presentes repassam
uma valiosa lição: eles dão provas de que verdadeiramente amam sua mãe (ou seu
pai). E esse gesto se agiganta se também contemplar aquelas mamães citadas no
início, que merecem todo nosso apoio e carinho.
O
estar presente afasta a hipótese de um arrependimento futuro. Explico: por mais
que se dê amor, carinho, atenção à mãe (ou ao pai) ainda vivos, depois da sua
partida a consciência rememorará tudo o que deixamos de realizar por eles ou de
lhes dizer. Por exemplo: Por que não estive mais tempo com ela (ou ele)? Por
que não lhe pedi perdão? Por que não agradeci mais o que ela/ele fez por mim?
Por que não fiz isso? Por que não disse aquilo?
Mas
se você ainda tem sua mãe (ou pai) aproveite o tempo que ainda lhe resta com
ela (ele): quanto mais gestos de reconhecimento, carinho e gratidão menos sua
consciência lhe cobrará depois. Faça isso aqui e agora. Diminua, portanto, logo
hoje uma frustração que virá em breve, que começará a lhe perturbar assim que
sua mãe (ou seu pai) fechar os olhos. E essa cobrança só cessará quando você
também cerrar os seus (olhos).
Sua
bênção, minha querida mãe, GERARDA ALVES DA COSTA (foto), falecida aos 87 anos,
em 27.06.2011. Assim como peço a bênção ao meu saudoso pai Gonçalo Alves da
Costa, falecido aos 73 anos, em 07.04.1992. Agradecemos eternamente por ela (e
ele) também terem ensinado e ajudado a mim e a meus doze irmãos a irmos
amortizando essa dívida quando eles ainda estavam entre nós.
Em
nome da minha, desejo às demais um Feliz Dia das Mães!
********
Dia das Mães
Unificação
Em 1914, por sugestão da própria Anna Jarvis, o presidente dos EUA, Woodrow Wilson, nacionalizou a celebração. Também estabeleceu que o Dia Nacional das Mães seria comemorado sempre no segundo domingo de maio. Em pouco tempo, isso foi adotado por mais de 40 países.
Tristeza
"Não criei o Dia das Mães para ter lucro", disse, enraivecida, Anna Jarvis em 1923. De tão triste, naquele mesmo ano, entrou com um processo para cancelar a data, mas não obteve bom êxito. Passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães, chegando a usar até recursos próprios na causa.
Lamento
Lamentava o fato de as pessoas não agradecerem o amor que recebem: "O amor de uma mãe é diariamente novo". Anna Jarvis morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todo, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
O
primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto
Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas
oficializou a data no segundo domingo de maio.
Calendário
Em
1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro,
determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja
Católica. Pena que temos de corroborar com Anna Jarvis quanto à comemoração da
data no Brasil, onde se configura mais como uma data comercial. Um dia de
grandes negócios para o comércio.
Rei na barriga
Que
alguns profissionais da Obstetrícia, especialmente do sexo masculino, saibam
que “ter um rei na barriga” só é possível a uma parturiente. Na de obstetra ou
parteiro (machos) jamais. Portanto, mais respeito e mais carinho com a mamãe de
um possível reizinho. É apenas um dever profissional, e não um favor.
Dando
luz
O Dia Mundial do Enfermeiro (12 de maio) surgiu em homenagem a Florence Nightingale (*Florença, Itália - 12.05.1820 + Londres, Inglaterra – 13.08.1910), enfermeira conhecida na história como "A dama da lâmpada". Ela utilizava esse instrumento para ajudar na iluminação dos feridos durante a noite, a fim de tratá-los. Já eu deduzo que está faltando essa luz, dia e noite, à administração de Sobral. Finalidade: Mais atenção aos colegas de Nightingale, que já cansaram de tanto aguardar concurso público nessa área. Fiat lux!
DOMINGO NA
EDUCADORA FM 107,5 - SOBRAL-CE
ÁUDIO: https://www.radios.com.br/play/12869
ÁUDIOVÍDEO: https://www.facebook.com/educadoradonordestefm
FACEBOOK: Rádio Educadora e Artemísio da Costa
Neste domingo (10), das 10h30 às 12h30, PROGRAMA ARTEMÍSIO DA COSTA, com
notícias, reportagens, curiosidades, música de boa qualidade. DESTAQUE:
Especial DIA DAS MÃES. Ligue e participe 3611-1550 // 3611-2496.
UM DOMINGO ABENÇOADO E DIVERTIDO!
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