sexta-feira, 8 de maio de 2026

POUCAS E BOAS - artemisiodacosta@hotmail.com (Do Jornal Correio da Semana - Sobral-CE - Sábado - 09.05.26)

Divinamente, Mães!

A mais antiga comemoração do Dia das Mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. Em seguida, no início do século XVII, a Inglaterra passou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nos Estados Unidos, em 1872, a escritora Júlia Ward Howe, sugeriu a criação de uma data comemorativa às mães. Mas foi, Anna Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães que atualmente comemoramos.

E amanhã transcorre mais um dia das Mães, data que, para muitas delas nem há motivos para comemorar, haja vista o momento difícil que o País enfrenta. Por exemplo, que motivação têm para festejar sua data as mães que se sentem impotentes para oferecer pelo menos o essencial a seus filhos (alimentação adequada, moradia digna, lazer sadio, etc.)?

Como sentir alegria, se veem muitos de seus filhos sendo consumindo pelas drogas ou se tornando vítimas da violência reinante?

Como juntar os filhos e comemorar, se algumas dessas mães, de corações partidos, os estão mandando para a cadeia, numa tentativa desesperada de salvá-los da morte prematura ou visando escapar de morrer nas mãos deles?

Como comemorar seu dia aquelas mamães que, por ignorância ou de propósito, proíbem de vir ao mundo o filho já gerado?

Como ter um feliz dia das Mães se muitas delas estão vendo suas filhas (também virarem mães de forma precoce) e serem maltratadas e até assassinadas?

Como comemorar a data, se muitas mães já perderam a esperança de resolver todos esses problemas; se não têm para quem apelar, uma vez que os governos têm funcionado mais como um mau padrasto?

Ainda bem que ainda observamos mamães que recebem as mais belas, merecidas e sinceras homenagens dos filhos, algo digno de imitação. Outras há, ainda, que, apesar de não terem as mesmas desmotivações, deparam-se com algo que também massacra muito. Trata-se do sentir o valor do amor dedicado aos filhos ser equiparado ao preço de um presente, que se compra em qualquer loja.

É claro que, quando se pode ofertar, um agradinho material não faz mal e até faz parte da comemoração. Mas jamais será o essencial. Portanto, resumir toda a gratidão apenas nele, ou seja, apenas dar um presente, é subavaliar demasiadamente tudo o que uma mãe dá espontaneamente a vida inteira.

Infelizmente isso decorre de propósito mercantilista dos que transformaram em datas estritamente comerciais o Natal, dia das Mães, dos Pais, dos Namorados, das Crianças, dentre outras. Converteram-nas em ocasiões em que as pessoas são convencidas a apenas dar presentes. Só isso! É imposição da gula do comércio, que visa unicamente lucrar cada vez mais. O real significado da homenagem é deixado de lado. Mas nunca é tarde para se questionar tal malefício. Ainda é perfeitamente possível inverter essa situação, dizendo NÃO a esse propósito.

Vítima disso, muita gente ainda se questiona sobre o que vai dar ou dizer à mãe nesse domingo. Ainda não se apercebeu de que o melhor presente ainda é “estar presente”. A presença, sim, isso é o essencial, e não custa nada.

Aqueles que não podem comprar o presente, mas cuidam de estar sempre presentes repassam uma valiosa lição: eles dão provas de que verdadeiramente amam sua mãe (ou seu pai). E esse gesto se agiganta se também contemplar aquelas mamães citadas no início, que merecem todo nosso apoio e carinho.

O estar presente afasta a hipótese de um arrependimento futuro. Explico: por mais que se dê amor, carinho, atenção à mãe (ou ao pai) ainda vivos, depois da sua partida a consciência rememorará tudo o que deixamos de realizar por eles ou de lhes dizer. Por exemplo: Por que não estive mais tempo com ela (ou ele)? Por que não lhe pedi perdão? Por que não agradeci mais o que ela/ele fez por mim? Por que não fiz isso? Por que não disse aquilo?

Para quem já não os tem, como é meu caso, sugiro que a melhor maneira de abrandar a nossa pena é alertar os outros a evitarem cometera mesma falha. Experimente fazer isso!

Mas se você ainda tem sua mãe (ou pai) aproveite o tempo que ainda lhe resta com ela (ele): quanto mais gestos de reconhecimento, carinho e gratidão menos sua consciência lhe cobrará depois. Faça isso aqui e agora. Diminua, portanto, logo hoje uma frustração que virá em breve, que começará a lhe perturbar assim que sua mãe (ou seu pai) fechar os olhos. E essa cobrança só cessará quando você também cerrar os seus (olhos).

Sua bênção, minha querida mãe, GERARDA ALVES DA COSTA (foto), falecida aos 87 anos, em 27.06.2011. Assim como peço a bênção ao meu saudoso pai Gonçalo Alves da Costa, falecido aos 73 anos, em 07.04.1992. Agradecemos eternamente por ela (e ele) também terem ensinado e ajudado a mim e a meus doze irmãos a irmos amortizando essa dívida quando eles ainda estavam entre nós.

Em nome da minha, desejo às demais um Feliz Dia das Mães!

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Dia das Mães

Fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Foi a intensão da norte-americana Anna Jarvis (1864-1948), durante três anos seguidos, para criar a data. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incluiu o Dia das Mães nas datas comemorativas daquele estado. Imediatamente, houve adesão de outros estados daquele país. 

Unificação

Em 1914, por sugestão da própria Anna Jarvis, o presidente dos EUA, Woodrow Wilson, nacionalizou a celebração. Também estabeleceu que o Dia Nacional das Mães seria comemorado sempre no segundo domingo de maio. Em pouco tempo, isso foi adotado por mais de 40 países.

Tristeza

"Não criei o Dia das Mães para ter lucro", disse, enraivecida, Anna Jarvis em 1923. De tão triste, naquele mesmo ano, entrou com um processo para cancelar a data, mas não obteve bom êxito. Passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães, chegando a usar até recursos próprios na causa. 

Lamento

Lamentava o fato de as pessoas não agradecerem o amor que recebem: "O amor de uma mãe é diariamente novo". Anna Jarvis morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todo, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.


No Brasil

O primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. 

Calendário

Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica. Pena que temos de corroborar com Anna Jarvis quanto à comemoração da data no Brasil, onde se configura mais como uma data comercial. Um dia de grandes negócios para o comércio. 

Rei na barriga

Que alguns profissionais da Obstetrícia, especialmente do sexo masculino, saibam que “ter um rei na barriga” só é possível a uma parturiente. Na de obstetra ou parteiro (machos) jamais. Portanto, mais respeito e mais carinho com a mamãe de um possível reizinho. É apenas um dever profissional, e não um favor. 

Dando luz

O Dia Mundial do Enfermeiro (12 de maio) surgiu em homenagem a Florence Nightingale (*Florença, Itália - 12.05.1820 + Londres, Inglaterra – 13.08.1910), enfermeira conhecida na história como "A dama da lâmpada". Ela utilizava esse instrumento para ajudar na iluminação dos feridos durante a noite, a fim de tratá-los. Já eu deduzo que está faltando essa luz, dia e noite, à administração de Sobral. Finalidade: Mais atenção aos colegas de Nightingale, que já cansaram de tanto aguardar concurso público nessa área. Fiat lux!

DOMINGO NA EDUCADORA FM 107,5 - SOBRAL-CE

ÁUDIO: https://www.radios.com.br/play/12869

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Neste domingo (10), das 10h30 às 12h30, PROGRAMA ARTEMÍSIO DA COSTA, com notícias, reportagens, curiosidades, música de boa qualidade. DESTAQUE: Especial DIA DAS MÃES. Ligue e participe 3611-1550 // 3611-2496.

UM DOMINGO ABENÇOADO E DIVERTIDO!

 

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