O ex-presidente
Jair Bolsonaro e outros sete militares do chamado núcleo 1 estão sendo julgados
pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em uma trama golpista. O
julgamento começou na semana passada e será retomado nesta terça-feira, 9.
Quando perguntados
se Bolsonaro será de fato condenado, 57,6% disseram acreditar que sim, 28,9%
apontaram que ele será absolvido e 13,5% não souberam responder.
Em relação ao cumprimento de uma eventual pena, 32,2% defendem que Bolsonaro deveria iniciá-la em prisão domiciliar; 31,3% acreditam que deveria começar em uma penitenciária; 16,4% indicam que a pena deveria ser cumprida em prédio militar; e 9,9% em sala especial da Polícia Federal. Outros 10,2% não responderam.
A pesquisa também avaliou os impactos de uma possível condenação na política nacional. Para 39,4% dos entrevistados, a polarização tende a aumentar; 29,2% acreditam que permanecerá no mesmo nível; 18,8% projetam uma redução; e 12,6% não souberam opinar.
Em linhas gerais,
a 165ª Pesquisa CNT de Opinião também aponta melhora na avaliação do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A aprovação do governo subiu para 31%, enquanto
a reprovação permaneceu em 40%. Já em relação ao desempenho pessoal, Lula
avançou de 41% para 44% de aprovação, e a desaprovação caiu de 53% para 49%.
Entre os que
acreditam em tentativa de golpe, destacam-se as mulheres (37%) em relação aos
homens (36%). Pessoas com 60 anos ou mais aparecem como o grupo que mais aponta
para a tentativa, seguidas pelos de 45 a 59 anos (38%) e pelos de 25 a 34 anos
(35%).
Quanto ao nível de
escolaridade, tanto pessoas com ensino fundamental quanto com ensino superior
registraram 39% de concordância sobre a tentativa de golpe. Entre os que têm
ensino médio, o índice cai para 33%.
Regionalmente,
Nordeste e Sudeste apresentam números próximos, 41% dos entrevistados no
Nordeste acreditam que houve tentativa de golpe, contra 40% no Sudeste. No
recorte religioso, há uma inversão: 37% dos católicos afirmam que houve
tentativa, enquanto entre evangélicos o índice é de 27%. Já quando a questão é
se o episódio foi um protesto fora de controle, 37% dos evangélicos concordam,
contra 27% dos católicos.
(JB - Por Bruna Rocha)

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