Assista o encontro clicando aqui.
“É importante salientar que desenvolver pesquisa popular não é dar voz ou falar pela população, mas sim produzir pesquisa com as pessoas dos territórios”, afirma a pesquisadora Carolina Niemeyer, da Fiocruz, coordenadora do projeto que articulou o seminário.
O evento teve foco nas diversas desigualdades que prejudicam a garantia de soberania alimentar, com debate sobre questões de gênero, raça e classe. O protagonismo de mulheres negras nessa construção e o diálogo com as comunidades compuseram a espinha dorsal do encontro.
Em conversa com o podcast Repórter SUS, Niemeyer falou sobre as potencialidades da produção de conhecimento em consonância com os saberes dos territórios. “Quem tem a avaliação das questões que são importantes e relevantes e a análise sobre os desafios e as potências dos territórios é quem vive no território.”
A relevância dessa abordagem é ainda mais evidente quando se considera que a efetividade das políticas do SUS demanda compreensão e diálogo constante com as realidades locais. No seminário, essa conexão foi garantida com a presença de diversas organizações do Complexo da Penha, que fica na cidade do Rio de Janeiro.
Carolina Niemeyer conta que o seminário foi articulado em parceria com a organização Centro de Integração na Serra da Misericórdia, que desde 2011 atua como espaço agroecológico e de integração socioambiental e cultural na região.
“Esse projeto iniciou com a ideia de ser um seminário de trabalho para aprofundarmos temáticas que são muito caras à pesquisa, que envolvem o papel das mulheres pretas e periféricas na promoção da soberania e segurança alimentar do Brasil desde tempos imemoriais”, completa ela.
(Brasil de Fato)

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